Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Mon, 18 Dec 2017 12:29:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Pra onde ir: Manchester ou Barcelona? http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/pra-onde-ir-manchester-ou-barcelona/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/pra-onde-ir-manchester-ou-barcelona/#comments Sun, 17 Dec 2017 21:37:55 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95528 Primeiramente é preciso dizer que nada como o time da gente.

Há até quem diga que corintiano não gosta de futebol, gosta do Corinthians.

É compreensível.

Mas se você é daqueles que gostam mais de futebol, a dúvida é outra: se pudesse escolher, para onde iria em busca do que há de melhor no futebol de hoje em dia?

Escolheria a Manchester do City ou a Catalunha do Barcelona?

Como cidade, sem dúvida, não cabe comparação, mas em matéria de beleza do jogo é páreo duro.

O time inglês do catalão Pep Guardiola tem a vantagem de ter muito do Barça, por motivos óbvios.

Além de ter a joia belga De Bruyne.

Mas o Barcelona tem além do DNA de Guardiola, gênios como Lionel Messi e Andrés Iniesta.

Agora há pouco mesmo eles deram novo show em Camp Nou, contra o Deportivo La Coruña.

Aos 33 anos, Iniesta deu dois passes de antologia para Messi, um de cavadinha, pela direita, perto do craque argentino, e outro da intermediária para achar o Pulga na marca de pênalti.

Do segundo passe nasceu o primeiro gol generosamente entregue a Luis Suárez.

Só no primeiro tempo Messi carimbou a trave duas vezes, na segunda com aproveitamento de Paulinho para fazer 2 a 0.

Paulinho, por sinal, jogando muito e recebendo o carinho do torcedor que não acreditava nele.

Nem bem o segundo tempo começou, antes do segundo minuto, é uma troca de bola envolvente desde a intermediária catalã, culminou com o terceiro gol, outra vez do uruguaio.

Um show!

Suárez, aliás, de letra, já havia feito o 3 a 0, mas o assoprador de apito não percebeu que a bola havia entrado.

Lá como cá os assopradores são de amargar e, neste Campeonato Espanhol, já tomaram quatro pontos do Barça e dois gols, um de Messi e o de hoje.

Para quem viu o grande Santos de Pelé, o Botafogo de Mané Garrincha, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Cruzeiro de Tostão, o Atlético Mineiro de Reinaldo, o Inter de Falcão, o Fluminense de Rivellino, o Flamengo de Zico, o Corinthians de Sócrates, o São Paulo de Raí, tanto o Barcelona quanto o Manchester City são também como colírios.

Tudo somado, eu ainda iria para Barcelona, pelo passado, presente e futuro, porque Don Pep é passageiro na cidade inglesa, como foi em Munique onde fez o Bayern também jogar o fino da bola.

Imagino que assim que passe a ser chamado de Sir Pep ele procure novas aventuras.

Em tempo: Messi chutou uma terceira bola na trave ao cobrar falta e, em seguida, perdeu um pênalti.

Paulinho ainda fez 4 a 0 ao pegar outro rebote da trave, desta vez chutada por Jordi Alba e nem por isso o Barcelona parou de jogar, sempre em busca de mais gols e Suárez carimbou a trave novamente.

Sábado que vem será dia de El Clásico, em Santiago Bernabeu, última chance do Real Madrid em permanecer vivo no campeonato.

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Quem são os vândalos http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/quem-sao-os-vandalos/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/quem-sao-os-vandalos/#comments Sun, 17 Dec 2017 18:00:32 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=95522 POR CACÁ DIEGUES*, em “O Globo” de hoje

Obras do Maracanã foram ditadas pelo interesse das empreiteiras, com o apoio de políticos beneficiados. E o povo não é cego, nem besta

Quem quiser que acredite na visão convencional de que o brasileiro é um povo ordeiro e pacífico, incapaz de qualquer violência. Essa fake news histórica está na maioria dos livros didáticos sobre nós mesmos e, ainda, em ensaios dignos de respeito pela assinatura de seus autores. Assim como nosso povo não é tão bonzinho assim, as elites do país não deixam também de ser, muitas vezes, assombrosamente injustas e selvagens.

Na História do Brasil, a reação das elites a movimentos de iniciativa popular nos ajuda a compreender como elas consideram quem afirmam representar. Peguem, por exemplo, sem ordem cronológica, Canudos, os Malês, as Revoltas da Vacina e da Chibata, a Guerra do Contestado, a Revolução de 32, os Mascates, Cabanagem, Balaiada, Palmares, a Revolução Federalista de 1894, os Farrapos, Confederação do Equador e muito mais (ufa!). Todas essas revoltas foram encerradas com muita cadeia, tortura e morte.

Os movimentos de alguma grandeza e importância, que não sofreram reação armada de quem estava no poder, foram aqueles em que as elites se entenderam muito bem entre elas mesmas, num acordo de cúpula em que as partes garantiram suas vantagens. Como a Independência (sob proteção da Inglaterra e aquiescência de Portugal) ou a República (proclamada pelos cafeicultores senhores de terras, irritados com a Abolição da Escravatura).

Nossa história é contada em séculos de conflitos sangrentos, resistências heroicas, lutas contra o trabalho escravo a serviço dos senhores das múltiplas riquezas do país. E com muita porrada das oligarquias que sempre mandaram, sobre aqueles que, em algum momento, se negaram a obedecer. Não é à toa que o Brasil foi o país ocidental que mais escravos importou da África negra, sendo o último a acabar formalmente com a escravidão.

Na minha modesta e inculta opinião, a revolta do povo rubro-negro, na noite da final contra o Independiente da Argentina, não foi uma simples reação ao empate do time e sua consequente perda da Copa Sul Americana. Tem mais do que futebol por trás disso.

Em primeiro lugar, chega de cinismo em relação à natureza dos descontentes. Eles não eram “vândalos” que nada tinham a ver com a torcida do Flamengo, como certos observadores tentam nos convencer. Eles eram, antes de tudo, torcedores do Flamengo. Segundo a empresa Maracanã S.A., que administra o estádio, cerca de oito mil pessoas entraram à força para ver o jogo sem pagar ingresso. Ora, qualquer grupo de vândalos com oito mil membros é capaz de fazer muito mais do que simplesmente acabar com um jogo de futebol. E ninguém garante que só esses oito mil é que fizeram arruaça.

Quem atuou antes e depois do jogo, na porta dos hotéis, nos portões do Maracanã, nas arquibancadas do estádio, foram mesmo alguns autênticos torcedores do Flamengo, uma parte da torcida insatisfeita com alguma coisa que, pela cronologia dos fatos, não pode ser apenas o infeliz empate no campo.

Antes da Copa do Mundo de 2014, todo mundo cabia no Maracanã. Quem não tinha dinheiro para comprar um ingresso na democrática arquibancada, ia para a bem-humorada geral que, como lembra o rubro-negro Leo Jaime em belo artigo no GLOBO, se divertia e divertia o público. Com a Copa no Brasil, a Fifa exigiu que o velho estádio fosse transformado em moderna arena. Mesmo que isso significasse uma diminuição de espaço e representasse, como é a lógica do comércio, uma subida geral nos preços, acompanhada do fim de “ingressos populares”.

Além de palco principal de nosso futebol, o Maraca sempre foi um monumento nacional. Transformá-lo em “arena” e “embelezá-lo” foi como se, da noite para o dia, o governo decidisse levar a estátua do Cristo para um morro mais baixinho que o Corcovado, por ela estar um pouco alta demais e ser mais elegante desse novo jeito. Hoje, depois de tanta esclarecedora Lava-Jato, podemos supor que as obras do Maracanã foram ditadas pelo interesse das empreiteiras, com o apoio de políticos beneficiados. E o povo não é cego, nem besta.

O “vandalismo” aconteceu no Rio de Janeiro, estado onde mais se achou desgoverno e corrupção nesses anos de passagem a limpo da política nacional. A selvageria daquela noite não era por ser a torcida do Flamengo; mas por ser a torcida mais popular do Brasil, aquela que estava dizendo não aguentar mais a selvageria que vem de cima, o exemplo do descalabro das elites que nos governam. E que tem consequências no comportamento da população.

Cabe à polícia impedir a desordem nas ruas, é esse o seu papel. Mas é preciso também dar-se um fim à desordem protegida pelo poder, o vandalismo das elites. Se o governante pratica conosco a barbárie do roubo, do desprezo às nossas necessidades, do desinteresse por nossa saúde, educação, segurança, por que não podemos responder com nossa própria barbárie, dizer a eles que, se é esta a regra, também sabemos praticá-la? Essa é uma escolha da população, só dela, diante de seu futuro.

*Cacá Diegues é cineasta.

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Os números dos três títulos mundiais de clubes brasileiros neste século http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/os-numeros-dos-tres-titulos-mundiais-de-clubes-brasileiros-neste-seculo/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/os-numeros-dos-tres-titulos-mundiais-de-clubes-brasileiros-neste-seculo/#comments Sun, 17 Dec 2017 12:00:23 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95516 Estamos todos perplexos com o fato de o Grêmio não ter chutado uma bola sequer no gol do Real Madrid.

Mas veja os números das três vitórias brasileiras, todas por 1 a 0, em decisões do Mundial da FIFA contra equipe europeias neste século 21:

O São Paulo chutou quatro vezes contra a meta do Liverpool, apenas duas certas, em 2005.

O Liverpool chutou 21 vezes, oito certas.

O Tricolor não teve nenhum escanteio, contra 17, sim 17!, para os ingleses, que ficaram 53% do tempo com a bola.

15 faltas paulistas, 13 deles.

Rogério Ceni foi eleito o craque da final.

O Inter chutou oito vezes contra o gol do Barcelona, mesmo número do time catalão, em 2006.

Os gaúchos acertaram dois chutes, os espanhóis cinco.

O Colorado bateu dois escanteios, o Barça 11, além de ter 58% de posse de bola.

Os brasileiros fizeram 23 faltas, contra 15.

Deco, do time perdedor, ganhou o troféu de melhor em campo.

Finalmente, em 2012, o Corinthians chutou nove vezes no arco do Chelsea e sofreu 14 chutes.

Também o Alvinegro acertou apenas dois chutes, contra seis dos ingleses.

Os brasileiros bateram quatro escanteios, ficaram com a bola 46% do tempo e os londrinos cobraram dois escanteios.

17 a 12 em número de faltas para os corintianos.

Cássio foi escolhido o nome da decisão.

Mineiro, Gabiru e Guerrero foram os heróis que acertaram um chute cada um na rede dos adversários.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017, que você ouve aqui.

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Brasil sem cidadania, futebol sem lei http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/brasil-sem-cidadania-futebol-sem-lei/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/brasil-sem-cidadania-futebol-sem-lei/#comments Sun, 17 Dec 2017 02:00:38 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95473 POR RICARDO PORTO*

Quanto vale o tíquete médio de um jogo de futebol no Brasil?

É possível e válido determinar este valor?

Há variações gigantes em preços de ingressos entre as praças.

E dentro de uma própria praça, há variações nos preços de ingressos de um campeonato para o outro.

O Flamengo, exemplo mais recente de discrepância, cobra 40 reais pelo ingresso num jogo do Campeonato Brasileiro e 240 na final da Copa Sul-Americana.

Mesmo local, mesma operação, mesmos jogadores.

Deixemos de lado a questão de resultado.

Nos interessam as razões para a mudança.

A diferença aqui, segundo o clube, é a importância do jogo.

Sim, uma final tem um valor simbólico muito maior.

É uma partida especial. Vale então sextuplicar o valor do ingresso original? Em tese, sim.

O clube tem o direito de fazer o que quiser com o preço, desde que não se caracterize o “abuso econômico”, algo que pode ser questionado nos tribunais competentes.

Se há demanda capaz de lotar o estádio com o novo valor do ingresso, do ponto de vista simplesmente mercadológico o preço é justo.

Vamos descartar momentaneamente a questão do papel social do futebol em nosso país, onde 1% da população detém 27,8% da renda – recorde mundial! – , e onde, por isso mesmo, o esporte profissional deveria resguardar uma quantidade mínima de lugares para aqueles cujo poder aquisitivo é menor. Essa é uma outra e longa discussão.

O problema aqui é que o aumento do preço de um ingresso deve vir acompanhado também de um aumento na responsabilidade por parte dos promotores do espetáculo.

Afinal, se o consumidor/torcedor está pagando (muito) caro, devem continuar sendo garantidos a ele todos os direitos previstos no Estatuto do Torcedor – segurança, comodidade, horário, acesso etc.

Se há maior demanda e tendência de busca por acesso crescente nas últimas horas, cabe ao promotor do espetáculo garantir, em conjunto com as autoridades, que os direitos de quem adquiriu os ingressos sejam preservados.

Nada disso aconteceu na última quarta-feira no Maracanã.

As cenas de selvageria antes e depois da partida, no entorno do estádio, a superlotação nas arquibancadas, a invasão pelo céu por um voador de paraglider, tudo demonstra como os promotores do espetáculo – o Flamengo, a Conmebol – e as autoridades estão despreparados para gerir grandes eventos.

Ou seja, gerir seu próprio negócio.

Infelizmente, não dá para separar os terríveis acontecimentos da investigação sobre o tráfico de ingressos, deflagrada dias antes pelo MP-RJ, algo que compromete não apenas o Flamengo mas os outros grandes clubes do Rio de Janeiro.

As coisas não estão totalmente separadas. O escândalo dos ingressos, que envolve funcionários, dirigentes e torcedores ditos organizados, dialoga diretamente com a selvageria da quarta à noite.

Afinal, sem autoridades respeitáveis e respeitosas ao direito público e ao direito econômico, fica difícil exigir comportamento respeitável da torcida.

Fica difícil exigir idoneidade se quem deveria dar o exemplo é o primeiro a sair da linha.

Então, que os levemos todos – dirigentes, torcedores, funcionários – às barras dos tribunais.

Aos tribunais esportivos, responsáveis por punir quem não cumpre o Estatuto do Torcedor.

Mas, e a composição destes tribunais?

Os TJDs são formados, em quase sua totalidade, por gente historicamente oriunda dos clubes, federações. Gente com conexões diretas, e por vezes, profissionais, com essas entdidades. É como se indicássemos para o Tribunal alguém que vai nos julgar.

Nossos dirigentes são os primeiros a desobedecer e ignorar o Estatuto do Torcedor.

Quando uma instituição como o Flamengo se exime de culpa pelo que aconteceu, num jogo em que tem o mando de campo e assume a administração do estádio e do espetáculo, fica claro que falta muito amadurecimento e capacidade de gestão.

São as pessoas que levam ao descrédito o Estatuto do Torcedor as mesmas que investem milhões na promoção de campanhas de sócio-torcedor.

Sim, querem o torcedor-contribuinte e ignoram o torcedor-cidadão.

Parecem interessadas na verba, e não na responsabilidade que acompanha essa verba.

Responsabilidade perante a sociedade, algo bem maior do que a responsabilidade perante sua torcida.

*Ricardo Porto é jornalista.

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Cidadãos inventam máquina de gols http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/cidadaos-inventam-maquina-de-gols/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/cidadaos-inventam-maquina-de-gols/#comments Sat, 16 Dec 2017 19:53:46 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95503 O Manchester City acaba de golear o Tottenham por 4 a 1, com direito a perda de pênalti cobrado na trave por Gabriel Jesus e a pelo menos três gols desperdiçados por Sterling.

Fez 1 a 0 no primeiro tempo, 4 a 0 no segundo e sofreu um gol nos acréscimos.

Obteve a 17ª vitória em 18 jogos sem perder.

Marcou 58 gols, mais de três por jogo.

De Bruyne, mais uma vez, deu show.

Os “Citizens” de Pep Guardiola não são um time.

Mais que orquestra, são máquina de fazer gols.

Melhor equipe do mundo atualmente, embora o campeão mundial seja o Real Madrid.

O aproveitamento no campeonato mais difícil do mundo é de 96,3%.

Famosa pelo papel fundamental que desempenhou na Revolução Industrial, polo fabril da Grã-Bretanha, Manchester também criou fama por abrigar o United, o clube mais rico do mundo.

Hoje está em segundo lugar, a 14 pontos do City.

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Real é o futebol europeu http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/real-e-o-futebol-europeu/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/real-e-o-futebol-europeu/#comments Sat, 16 Dec 2017 18:50:43 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95481 Friamente, o primeiro tempo de Grêmio x Real Madrid não produziu nenhuma emoção mais forte.

Os espanhóis dominaram, os brasileiros marcaram e chances claras de gol ninguém teve.

Os dois melhores jogadores de cada time pouco não estiveram bem, Cristiano Ronaldo e Luan, e o brasileiro Marcelo era o melhor em campo, pena que do lado europeu.

O goleiro Navas via o jogo e Marcelo Grohe jogava, mas sem ser exigido com maior perigo.

A análise fria era essa dos 45 minutos iniciais sem gols e se o Imortal não brilhava tampouco o Real impressionava.

Mas dentro do campo a tensão era evidente.

Afinal, decidiu-se um Mundial.

Gremistas, pela terceira vez e em busca do bi, colorados, uma vez e com sucesso, santistas, três, duas bem-sucedidas, são-paulinos, tricampeões, flamenguistas campeões, corintianos bicampeões, cruzeirenses duas vezes sem sucesso, como os vascaínos, e palmeirenses uma vez também frustrada, sabem bem do que se trata.

Os primeiros cinco minutos do segundo tempo seguiram exatamente na mesma toada dos 45 anteriores.

Mas no sétimo minuto, Jaílson derrubou o CR7 na frente da área e ele bateu a falta para fazer 1 a 0, em bola que passou no meio da barreira.

Cutucaram ele com vara curta e a fera deu o ar de sua graça, da desgraça do ponto de vista gremista.

Deu de novo cinco minutos depois, mas Benzema estava milimetricamente impedido.

Como o Vasco em 1998, o Grêmio sucumbia diante do clube mais vitorioso do mundo, exatamente no dia em que faz cinco anos da última conquista brasileira, pelo Corinthians.

Renato Portaluppi lançou mão de Jael no lugar de Barroso.

Nunca saberemos como seria com Arthur em campo…

Aos 19, Modric chutou, Grohe espalmou e a bola foi à trave.

Aos 20 Navas fez sua primeira defesa e em bola cruzada.

Éverton substituiu Ramiro aos 25′.

O Grêmio se abria em busca do empate e jogava a todo risco.

Zinedine Zidane imediatamente trocou Isco por Lucas Vásquez.

E depois chamou Bale para o lugar de Benzema.

Dá para competir?

O segundo gol parecia bem mais próximo que o eventual empate.

Grohe, duas vezes, o evitou, em chutes de Cristiano e de Bale, que entrou para isso, para liquidar o jogo.

Maicon foi para o jogo no lugar de Michel, aos 39.

Em resumo, o Grêmio fez o que pôde numa noite apagada de Luan.

Não passou, ao menos, pelo vexame santista vivido pelo Santos contra o Barcelona.

E pôde sonhar, montado no tri da Libertadores.

É o que cabe ao futebol dos clubes brasileiros.

A realidade é europeia.

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A culpa de quem paga http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/a-culpa-de-quem-paga/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/a-culpa-de-quem-paga/#comments Sat, 16 Dec 2017 12:00:38 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95479 Não adianta patrocinador algum da CBF dizer que defende a ética e a transparência e continuar a dar dinheiro como faz o Itaú desde 2008.

Depois da renúncia de Ricardo Teixeira, pego pelas Justiças da Espanha, da Suíça e dos Estados Unidos, o que o banco esperava?

Limpeza com José Maria Marin?

E depois da prisão dele?

Transparência com Marco Polo Del Nero?

Mesmo que ele nem possa viajar?

Não adianta, também, patrocinador dizer que patrocina a Seleção Brasileira, não a CBF, porque a grana é gerida pelos cartolas que, por sinal, não pagam os salários dos jogadores que a servem.

Basta de hipocrisia e cinismo.

Melhor assumir que não estão nem aí para a decência.

Porque se antes até podiam alegar boa-fé e ignorância, tudo está claro demais para continuar como se nada estivesse acontecendo.

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Sobre “Confesso que perdi” http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/sobre-confesso-que-perdi/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/sobre-confesso-que-perdi/#comments Fri, 15 Dec 2017 23:12:32 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=95465 Para massagear o ego. O meu…

Mas o ministério da Cultura adverte: há claro exagero.

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O direito ao exagero http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/o-direito-ao-exagero/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/o-direito-ao-exagero/#comments Fri, 15 Dec 2017 17:20:56 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=95459 Opinião cada um tem a sua.

Alguns têm espaço para manifestá-la, outros a restringem aos seus, é assim caminha a humanidade.

Há até quem atinja o mundo com uma simples opinião.

Cristiano Ronaldo, por exemplo.

O extraordinário jogador português exagerou e disse ser o melhor de todos os tempos.

Zinedine Zidane, seu treinador, até concordou.

Nem um, nem outro, viram Pelé jogar.

Tivessem visto, provavelmente teriam outra opinião, tamanha a diferença.

Mas é assim mesmo.

Novas gerações vão construindo novas versões para a história, mudam até a qualidade e a quantidade de conquistas e por aí afora.

Então, veio Renato Gaúcho e declarou ter sido melhor que Cristiano Ronaldo.

E Felipão, que viu ambos, até como técnico do lusitano, concordou com o conterrâneo.

Foi a vez dos brasileiros exagerarem.

Pãos ou pães é questão de opiniães, já dizia o imortal Guimarães Rosa.

Cristiano Ronaldo cometeu um exagero e foi vítima de outro.

Tirante qualquer discussão em torno do Rei Pelé, deus até para os ateus, de resto vale tudo.

Não vi, por exemplo, além dele, ninguém melhor que Mané Garrincha.

Por um curto período, é verdade, entre 1957 e 1963, mas nem Cruyff, Beckembauer, Maradona, Romário, Zidane, Ronaldo, Messi, fizeram o que ele fez.

Guardo para mim a opinião, para não parecer nem patrioteiro, nem herege.

Mas melhores que o excepcional Renato Gaúcho, tivemos, por aqui, Falcão, Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, para não falar de Didi, Gérson, Rivellino e de Tostão.

Ah, o Tostão.

Se você tivesse visto o Tostão…

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Vergonha nacional http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/vergonha-nacional/ http://blogdojuca.uol.com.br/2017/12/vergonha-nacional/#comments Fri, 15 Dec 2017 14:28:41 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=95455 A suspensão de Marco Polo Del Nero pela FIFA tardou, mas não falhou.

Insuportável a ideia de que a entidade vencedora de cinco Copas do Mundo tenha um representante proibido de viajar.

Incomensurável o tamanho da vergonha para o futebol brasileiro e para todos que o elegeram presidente da CBF.

Como é enorme, também, a perplexidade diante do silêncio das autoridades nacionais, do Ministério Público Federal à Polícia Federal, passando pela Receita Federal.

O que mais precisa acontecer motivado por ações das Justiças da Suíça, da Espanha e dos Estados Unidos para que alguém se mexa no Brasil diante do escândalo que significa o livre trânsito de figuras como Del Nero, Ricardo Teixeira, Wagner Abrahão, Kleber Leite etc, impunes no país, todos desfrutando da fortuna que amealharam com atos comprovadamente ilícitos?

Não é apenas o nosso futebol que passa por novo vexame.

É a Justiça brasileira.

E quem patrocina a CBF.

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