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Blog do Juca Kfouri

Gabigol, vaiado, faz a festa na Vila Belmiro

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Juca Kfouri

02/07/2022 19h54

Há times que jogam e deixam jogar.

Como há os que não jogam e não deixam jogar.

O Santos hoje, na Vila Belmiro tomada, contra o Flamengo, foi diferente: não jogou e deixou jogar.

Impressionante o espaço consentido pelos santistas aos rubros-negros.

Que abriram o placar com Pedro, em jogada de Marinho, completada por Everton Ribeiro, em noite excelente, para Pedro marcar de voleio: 1 a 0, aos 17 minutos. Pedro agradeceu.

Só no fim do primeiro tempo o Santos fez, por duas vezes, o goleiro Santos trabalhar, depois de o Flamengo desperdiçar outras duas chances claras de gol.

Na falta do que comemorar, a torcida se divertia vaiando Marinho, Gustavo Henrique, Thiago Maia, em campo, e Diego e Gabigol, no banco, todos ex-jogadores santistas. Só faltava o Bruno Henrique.

Verdade que para o segundo tempo o Santos buscou marcar um pouco mais a saída de bola carioca, mas sem maior sucesso. De todo modo, tirou aquele conforto de que o Flamengo desfrutava.

Normalmente, quando os jogos chegam aos 15' do segundo tempo as substituições começam.

Hoje, aos 14', Rwan e Bruno Oliveira entraram para Auro e Ângelo saírem enquanto Lázaro substituiu Vitinho, com cãimbras.

O jogo estava devagar quase parando, bem chato, daqueles em que qualquer coisa pode acontecer, inclusive nada.

E, aos 20', Zanocelo bateu falta e Santos aceitou miseravelmente, bem ele que parecia dar segurança à defesa.

Daí vieram Gabigol, Diego e Dom Arrascaeta, no lugares de Marinho, Everton Ribeiro e Victor Hugo.

E em 30 segundos Gabigol tomou cartão ao tirar satisfações com Zanocelo.

Taí, o jogo ficou animado e Ricardo Goulart entrou no lugar de Léo Baptistão.

Para desespero da Vila, Gabigol pegou rebote de João Paulo, em chute de Pedro, e o ex-santista não perdoou: 2 a 1, aos 28'.

Pela oitava vez, em sete jogos, o artilheiro castigava o ex-clube.

Quem mandou vaiar?

Lucas Pires e Carlos Sánchez foram as últimas trocas santistas nos lugares de Zanocelo e Felipe Jonatan.

O zagueiro Pablo parecia querer porque queria que o Santos empatasse, errava seguidas saídas de bola e permitia blitz sucessivas ao ataque alvinegro.

David Luiz substituiu Pedro, aos 46'.

Santos, o goleiro, tem de agradecer a Gabigol porque sua falha será minimizada e não viverá dias de Hugo e Diego Alves como viveria caso o jogo terminasse empatado.

E o Santos, que teria motivos para se animar com o 4 a 0 do Fluminense sobre o Corinthians ao pensar na Copa do Brasil, mostrou ao rival que a Vila já não assusta mais ninguém e ainda quase tomou o 3 a 1, não fosse João Paulo evitar gol de Lázaro, aos 49'.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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