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Blog do Juca Kfouri

Estéril, São Paulo fica no zero contra o Juventude

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Juca Kfouri

26/06/2022 19h57

Estéril! Não há palavra melhor para definir o que foi o São Paulo durante todos os 45 minutos iniciais contra o Juventude no Morumbi.

Estéril.

Com Calleri no banco, placar em branco.

Não estourá-lo, porém, é obrigatória preocupação de Rogério Ceni.

Como fez Vitor Pereira com Willian diante do Santos, Abel Ferreira com Dudu contra o Avaí e assim por diante.

No gelado Morumbi, 14º, os melhores momentos estão abaixo.

Viu?

Pois é. Não viu, porque não teve. E faltou uma palavra: crítica. Abaixo da crítica.

Quem sabe as coisas melhorariam nos 45 minutos finais, provavelmente com a entrada do argentino artilheiro porque os três pontos eram imprescindíveis ao Tricolor.

Adivinhe quem voltou para o segundo tempo.

Sim, ele, Calleri!

Rodrigo Nestor veio com ele e Éder e Patrick ficaram no vestiário.

O tempo passava, o São Paulo pressionava, mas seguia…estéril.

O jogo estava ruim de doer quando, aos 20', Calleri deu de cabeça o gol para Miranda na pequena área e ele jogou de zagueiro, para fora, na 18ª finalizações são-paulina, a primeira realmente perigosa.

Diego Costa já estava em campo no lugar de Rafinha quando Igor Gomes substituiu Luciano.

Jogo de um time só, sem dúvida, mas de um time ruim.

O Juventude apenas se defendia, mas nem precisava apelar para as faltas, tanto que, aos 25 minutos do segundo tempo, havia feito seis e sofrido 13.

A saída de Patrick não era bom negócio, desde que não tenha sido para preservá-lo —- provavelmente o motivo.

André Anderson foi a última mexida tricolor, no lugar de Rigoni, aos 34'.

O São Paulo já havia começado a acertar entre as traves e a exigir que o goleiro César trabalhasse e parecia impossível que o Juventude resistisse tamanha a vontade tricolor, embora ansiosa e errática.

Jandrei jogava no meio de campo para não morrer de frio e o jogo chegava aos 40 minutos, diante de mais de 20 mil torcedores.

Cinco minutos de acréscimos, longos para os gaúchos, curtos para os paulistas.

A bola batia na parede verde e voltava. Batia e voltava.

De tanto bater e voltar, o jogo acabou sem que ela entrasse.

Até Calleri perdeu gol aos 48', de cabeça, na pequena área.

Dez para o Juventude, zero para o São Paulo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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