PUBLICIDADE
Topo

Blog do Juca Kfouri

VAR prejudica e Santos e Ceará ficam no zero

Conteúdo exclusivo para assinantes

Juca Kfouri

21/05/2022 19h49

Se não tem mais o Pacaembu, o Santos escolheu a Arena Barueri para ser sua casa nas imediações da capital paulista.

Só não deu 100% certo porque muita gente teve dificuldades para entrar no estádio durante todo o primeiro tempo.

E quem não viu os primeiros 45 minutos perdeu belo jogo, disputado lá e cá, em alta velocidade, com o goleiro João Paulo fazendo duas grandes defesas para evitar gols do Ceará e com o ataque santista dando muito trabalho, tanto em chutes de fora da área quanto em contra-ataques.

Faltou apenas o gol, daqueles 0 a 0 que agradam, dado o volume do jogo.

Já com todos os torcedores acomodados, o segundo tempo prometia seguir esquentando a temperatura de 15º em Barueri, a 30 quilômetros de São Paulo.

Não deu outra.

Em menos de sete minutos, três chances claras de gol, duas do Santos, numa delas, com Bryan Angulo, inacreditável, sem goleiro, talvez o gol mais perdido do Brasileirão até agora.

Mas, aos 12', Léo Batistão, não perdoou e fez 1 a 0, desgraçadamente anulado pelo VAR, em passe milimétrico de Lucas Pires.

Uma lástima, porque a anulação se deu devido a lance no meio de campo com agarrões de lado a lado.

Minutos depois para compensar o intervencionismo exagerado, o VAR, paradoxalmente, interveio novamente para expulsar o cearense Richard, em lance comum.

Pobre arbitragem brasileira!

Entra chefe, sai chefe, e continua a mesma porcaria.

Aí, embora o Santos tenha seguido melhor, até porque com um a mais, o jogo caiu muito, estragado pelo apito e pela tecnologia mal utilizada.

Não é por acaso que a Fifa, embora tenha cometido o exagero de chamar dois assopradores para a Copa do Mundo, tenha deixado de fora os do VAR.

Quase 26 mil torcedores, público impensável na Vila Belmiro, empurravam o time para uma vitória que não vinha, mas seria justa.

Tanta confusão causou nove minutos de acréscimos, até lembrando o jogo contra o Unión La Calera.

Mas, desta vez, o gol salvador não aconteceu.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

Blog do Juca Kfouri