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Blog do Juca Kfouri

Flamengo até joga bem, ganha só de 1 a 0 e Landim é xingado em coro no Maracanã

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Juca Kfouri

21/05/2022 18h26

E o Hino Brasileiro segue sendo desrespeitado pelo país afora graças às estúpidas leis estaduais que obrigam sua execução antes dos jogos, macaquice que em vez de despertar civismo revela absoluto desprezo por parte dos torcedores, jogadores e treinadores.

Hoje, no Maracanã, enquanto a torcida do Flamengo cantava as músicas do clube, Gabigol resenhava sorridente com quem estava a seu lado e o treinador português Paulo Souza nem sequer, como seu auxiliar, se deu ao trabalho de ficar em pé e sentado no banco permaneceu.

Já dizia Nelson Rodrigues que o Maracanã vaia até minuto de silêncio, mas nem é mais o caso porque, devido à banalização, ninguém dá mais a menor pelota.

Como o Flamengo não deu bola ao Goiás, tomou conta do jogo desde o começo, fez 1 a 0 com Pedro em cruzamento na medida de Matheuzinho, aos 16 minutos, não correu risco algum contra o retrancado Esmeraldino, mas não fez valer a escalação ofensiva, incapaz de matar o jogo.

Até o trigésimo minuto do segundo tempo, o rubro-negro havia finalizado dez vezes e o alviverde apenas uma, mas, a partir daí, o time goiano tentou botar em prática a segunda parte do plano de Jair Ventura, ou seja, de buscar um gol e empatar o jogo que parecia tranquilo e até agradava a Nação, que não parava de cantar alegremente.

Quase 52 mil torcedores nem sequer pegavam no pé do goleiro Hugo

Paulo Sousa percebeu o risco e tratou de pôr Andreas Pereira, João Gomes e Lázaro, nos lugares de Everton Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique.

O 1 a 0 se manteve, o Flamengo, em sua sétima partida, venceu pela segunda vez no Brasileirão, o que é pouco, mas melhor que apenas uma vitória, principalmente porque, aos 45', Apodi jogou o empate por cima, cara a cara com Hugo, na terceira finalização goiana, nenhuma entre as traves.

Thiago Maia ainda substituiu Arrascaeta nos acréscimos de seis minutos.

Se o empate acontecesse, a festa viraria um inferno porque o futebol e os torcedores são assim, porque, ao fim do jogo, vaias foram ouvidas.

E nem a vitória poupou Rodolfo Landim de ouvir "ei, Landim, vai tomar caju". Ele merece.

"Olê, olê, olê, Mister, Mister" também foi ouvido alto e bom som.

Não pareceu ser em homenagem a Paulo Sousa.

Será que Diego Alves torceu contra?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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