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Blog do Juca Kfouri

Com pênalti inexistente, São Paulo vira contra o Cuiabá

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Juca Kfouri

15/05/2022 17h52

O São Paulo pisou no gramado do Morumbi certo de que conseguiria sua 10a. vitória como mandante contra o Cuiabá.

E fez por obtê-la durante todo o primeiro tempo.

Mesmo sem ser brilhante, só o tricolor criou chances de gol, pelo menos cinco, evitadas pela trave em cabeceio de Arboleda, por Walter em nova cabeçada do zagueiro, mais uma de Calleri, fora dois arremates, um de bicicleta do argentino, outro de Luciano, que rasparam o poste.

Mas quem fez gol foi o Cuiabá, quando, aos 33 minutos, Arboleda e Léo se atropelaram ao tentar cortar um lançamento despretensioso.

A bola sobrou para Alesson, na cara de Jandrei, que ainda tocou na bola e mandou-a à trave, mas sobrou para Jenison empurrar para a rede sob os olhos de Wellington, que vacilou no rebote.

Há cinco jogos sem provar o sabor de uma vitória, o Cuiabá voltou para o segundo tempo ainda mais fechado — e o martelo tricolor e a furadeira tricolores eram inúteis diante da barragem verde.

O tempo passava aflitivamente para mais de 27 mil torcedores e nada.

Só pressão e pouca produtividade até que o assoprador de apito inventou um pênalti em André Anderson, que havia entrado no intervalo, em lançamento de Nikão que acabara de entrar.

Calleri bateu, aos 20', e empatou 1 a 1 sem que o VAR chamasse o assoprador para anular o absurdo cometido por ele.

O VAR o chamou, no entanto, para expulsar o cuiabano Jonathan Cafú que, sem querer, solou Arboleda, aos 30'.

No minuto seguinte o mesmo Arboleda, pela terceira vez, quase virou em nova cabeçada após escanteio.

A virada parecia questão de tempo.

E veio aos 36', com Nikão, primeiro gol dele com a camisa tricolor, depois de rebu não área mato-grossense.

Tecnicamente, era justo, embora não fosse pela escandalosa participação da arbitragem.

A 10a. vitória veio esquisita, mas veio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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