PUBLICIDADE
Topo

Histórico

Categorias

Blog do Juca Kfouri

Imortal sobrevive dramaticamente em Itaquera

Conteúdo exclusivo para assinantes

Juca Kfouri

05/12/2021 17h56

Com 20 minutos de jogo, o Grêmio havia feito 11 faltas e tinha Kannemann e Rafinha amarelados em Itaquera.

O Corinthians não havia feito nenhuma falta, mas tampouco conseguia se impor em sua casa mais uma vez lotada, onde vencera os últimos oito jogos, sete deles com a Fiel já presente.

O Grêmio não podia perder que seria rebaixado e estava uma pilha de nervos, embora melhor no gramado.

O Corinthians, se vencesse, garantiria lugar na fase de grupos da Libertadores. E procurava acalmar os ânimos, quebrar o ritmo do clássico, ao jogar com segurança, lentamente. A Fiel detestava.

Só aos 31 minutos o Corinthians, de fato, atacou e, em combinação com Renato Augusto, Willian acertou a trave gaúcha. Metade do Rio Grande do Sul gelou.

Sete minutos depois, Ferreirinha foi à linha de fundo e deu para Diego Souza matar no peito, dar a sensação de ter perdido o controle da bola, mas, assim mesmo, chegar antes de Gil e mandar para o fundo da rede: 1 a 0! Gol para levantar defunto.

Diego Souza, enfim, fazia um gol importante em Cássio, o que podia ser um ótimo presságio para o Grêmio.

O Grêmio jogava pela vida e jogava. E ganhava.

O Corinthians parecia fazer apenas mais um jogo. E perdia.

Só que o Grêmio voltou diferente para o segundo tempo e Willian, que já fizera um bom primeiro tempo, comandava o Corinthians no segundo.

Thiago Santos se machucou e Sarará entrou aos 9'.

E GP substituiu Xavier, aos 12'.

O Grêmio não vendia nem alugava um centímetro do gramado, ao contrário, comprava o que podia.

O Corinthians, ao contrário, só especulava.

Villasanti e Borja em campo, aos 25', nos lugares de Campaz e Diego Souza.

Ruan e Wanderson, aos 29', nos lugares de Jhonata Robert e Rafinha foram as últimas mexidas de Vagner Mancini.

Mosquito substituiu Giuliano e Sylvinho amontoava atacantes, expediente tão antigo como andar para trás.

Não havia nem ameaça de gol na zona leste paulistana.

A melhor atuação de Willian desde a volta não encontrava eco nem em Renato Augusto, nem em Giuliano e, muito menos, em Roger Guedes, em atuação confusa.

Mas Renato Augusto é Renato Augusto e, aos 40', deixaram ele ajeitar e bater. Não deveriam. Ele mandou no ângulo e empatou: 1 a 1.

O mesmo resultado de 2007, mas que mantinha o Grêmio ainda vivo.

Jô e Willian, que não gostou com toda razão, saíram para Vitinho e Luan jogarem.

A suprema ironia e a suprema maldade seriam Luan fazer o gol da virada.

Mas não fez, embora tenha dado passe para Roger Guedes fazer e ele não tenha feito.

O Grêmio ainda vive, recebe o campeão Galo na 5ª feira e torce por combinação milagrosa de resultados. Uma pena!

O Corinthians estará na fase de grupos da Libertadores .

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

Blog do Juca Kfouri