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Blog do Juca Kfouri

Flu deixa o tri do Fla bem longe

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Juca Kfouri

23/10/2021 20h56

Com apenas Everton Ribeiro de seu quarteto, o Flamengo teve a bola, levou pouco perigo, e acabou por tomar um gol de Kennedy depois que o garoto fez Diego Alves dar rebote e abrir o placar ao aproveitá-lo, com a colaboração de Renê.

Enquanto o torcedor do Galo se divertia e o do Fluminense se deliciava, o time rubro-negro mostrava certo descontrole emocional talvez por se sentir impotente e temer estar perdendo o tricampeonato brasileiro.

Para o segundo tempo Marcão não mexeu, nem precisava, e Renato Gaúcho trocou Diego por Vitinho.

O Flamengo voltou com tudo, mas errava demais na hora de finalizar.

Nos primeiros 15 minutos foram tantos quase gols que foi de perder a conta, com o Fluminense só se defendendo e mal.

Aí, aos 15'30", Luiz Henrique fez gato e sapato de Renê e cruzou rasteiro para Rodrigo Caio deixar a bola passar entre as pernas e Kennedy voltar a marcar: 2 a 0.

Aos 20', foi a vez de outro Kenedy, o ex-Flu, hoje Fla, entrar no jogo, no lugar de Thiago Maia.

Mais feliz que a torcida tricolor só mesmo a do Galo.

Aos 23', Diego Alves e a trave salvaram o 3 a 0 em arremate de Yago, quando o Flamengo estava grogue e o Fluminense sedento.

Mas, dois minutos depois, Renê marcou um gol de dividida, de fora da área, bizarro, inusitado, estranho, mas gol, que permitia ao Fla sobreviver no jogo: 2 a 1, diante de 10 mil torcedores, dos dois times.

Que viram Abel Hernandez entrar no lugar de Kennedy e fazer um golaço depois de bobeada de Gustavo Henrique, aos 40': 3 a 1.

O Flu ganhou os dois Fla-Flus deste Brasileirão.

O Flamengo fica a 13 pontos do Galo caso os mineiros vençam o Cuiabá amanhã no Mineirão, sete na melhor das hipóteses se vencer os dois jogos que tem a menos, quatro se vencer também o Galo no sábado que vem.

Combinação digna de provar que Deus é rubro-negro, diferentemente do filho dele, que anoiteceu tricolor no Morro do Corcovado.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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