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Blog do Juca Kfouri

Coração tricolor domina o Majestoso

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Juca Kfouri

18/10/2021 21h57

O São Paulo começou o Majestoso 350 como um leão no Morumbi.

Em sete minutos marcou dois gols, com Luciano e com Calleri, embora só o segundo tenha valido porque no primeiro Luciano estava milimetricamente impedido.

O Corinthians começou o clássico como lesma, e mereceu o castigo.

Depois as coisas se equilibraram, perigo mesmo ninguém levou à meta do adversário, em primeiro tempo sofrível, que valeu mais pela tensão que pela qualidade.

Rogério Ceni voltou com Gabriel Neves para o segundo tempo no lugar de Benítez e Sylvinho, que acertara ao não escalar Jô como fizera contra o Sport, errou ao manter Adson em vez de voltar com Mosquito

Igor Gomes reinava no meio de campo ao aproveitar o espaço generoso que lhe era concedido e o Tricolor era mais perigoso.

Aos 10' Sylvinho se deu conta do erro que cometeu e trocou Adson por Mosquito, convenhamos que tardiamente.

Cantillo não marcava e não armava, o São Paulo abria a caixa de ferramentas e ameaçava em contra-ataques, quase sempre ganhando a segunda bola e roubando a bola muito mais que o rival.

Só um time jogava com o coração na ponta das chuteiras, o dono da casa.

Com um pouco mais de capricho no último passe o São Paulo faria o 2 a 0.

Sem muito que o fazer, aos 28', Jô entrou no lugar de Cantillo, medida tresloucada que deixaria a defesa ainda mais desprotegida.

E Calleri, com lesão muscular, deu lugar a Pablo.

O Corinthians começou a levar perigo e, por duas vezes, quase empatou— quando também os gandulas do Morumbi desapareceram, como havia acontecido na casa verde, contra o Inter. Uma vergonha!

Sara saiu e Marquinhos entrou, aos 35'.

E dois minutos depois Luciano acertou a trave de Cássio de fora da área.

O São Paulo completava oito jogos sem perder em casa para o Alvinegro, quinta vitória.

Mantuan no lugar de GP, aos 41'.

Diego Costa e Rodrigo Nestor ainda entraram aos 42', nos lugares de Orejuela e Luciano, muito aplaudido e bravo com a substituição.

Vitória sem brilho, mas justíssima, necessária e de quem lutou por ela o tempo todo, diante de mais de 23 mil tricolores em festa.

A primeira de Rogério Ceni como treinador são-paulino contra o Corinthians.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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