O adeus de Gerd Müller

POR ROBERTO VIEIRA
Gerd Müller era improvável.
Pinta de baixinho.
Cara de personagem de Hermann Hesse.
Nada da aristocracia Beckenbauer.
Nada do patrício Tostão.
Nada do charme Helenístico.
Pois é.
Mas Gerd era mortal.
O maior centroavante da história do futebol.
O alemão que derrotou a URSS.
O alemão que derrotou a revolução laranja.
O alemão que transformou o Bayern no Bayern.
Gerd um dia parou.
Foi viver bêbado nos bares da vida.
Caído pelas ruas de Munique.
Salvo pelos amigos.
Gerd ressuscitou ensinando aos guris o tor.
Um dia.
Gerd começou a se esquecer da bola.
Gerd começou a se esquecer das centenas de gols celebrados na vida.
Um dia, Gerd morreu, aos 75.
Mas querido e amado Gerd… vá em paz.
Quem ama o futebol jamais esquecerá de você.

Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










