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Blog do Juca Kfouri

Bruno Henrique dizima a escrita tricolor

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Juca Kfouri

25/07/2021 17h55

Se o São Paulo jogasse com 11 jogadores talvez fosse para o intervalo na frente do Flamengo, no Maracanã.

Mas com Vitor Bueno é difícil. O pior é que ele além de não ajudar, atrapalha, com impedimentos infantis.

O primeiro tempo conseguiu ser bom em péssimo gramado e apesar de faltar ao Tricolor o que sobre ao Rubro-Negro: criação no meio de campo.

Hernán Crespo, corretamente, deixou Benítez no banco, assim como Rigoni, com o que Marquinhos poucas chances teve de impor sua velocidade.

Assim mesmo, Diego Alves trabalhou mais que Tiago Volpi, Vitor Bueno perdeu duas vezes o mesmo gol e, surpreendentemente, Gabigol também desperdiçou gol certo, assim como Rodrigo Caio.

Mas nem bem começou o segundo tempo e em cobrança de escanteio, Diego Alves e Gustavo Henrique falharam para Arboleda cabecear na pequena área e fazer justiça: São Paulo, 1 a 0.

O São Paulo chegava à sétima vitória contra o Flamengo em dez jogos, com três empates, desde 2007. Impressionante!

O melhor: a vantagem não fez os paulistas recuarem, ao contrário, seguiram em busca de ampliar.

Claro, se expuseram e tomaram o empate em seguida, mas com ajuda do braço de Bruno Henrique. Não valeu.

Rodrigo Nestor e Vitor Bueno saíram para Igor Gomes e Rigoni jogarem, para ganhar de mais, aos 12'.

Michael também foi chamado por Renato Gaúcho, aos 14', no lugar de Everton Ribeiro. O novo xodó do treinador estava em campo.

O Flamengo não lembrava em nada o time que goleou o Defensa y Justicia e o São Paulo lembrava a atuação contra o Racing.

Mas, aos 24', deu-se um apagão inexplicável na defesa do São Paulo e, em cobrança curta de escanteio para Diego, ele pôs a bola na pequena área, Willian Arão, livre, furou, e Bruno Henrique, também livre, empatou: "Agora valeu, meu amor!", disse o artilheiro.

Valeu o 1 a 1 e, aos 27', a virada dele mesmo, em golaço de fora da área.

A escrita não resistiria ao décimo jogo?

Sara saiu e Benítez entrou para buscar, ao menos, a manutenção dela com novo empate.

Em vão.

O cara estava impossível.

Em novo escanteio pela direita, aos 32', Bruno Henrique subiu na primeira trave e fez o terceiro gol dele e do Flamengo: 3 a 1.

Então o médico rubro-negro, Tanure, resolveu provocar, acabou expulso e causou cinco minutos de interrupção do ótimo espetáculo. Papelão, doutor!

Aos 40', Rodrigo Caio cabeceou para Gustavo Henrique fazer 4 a 1, o Flamengo ficou igual ao que fez no Defensa y Justicia e o São Paulo lembrou a Seleção Brasileira contra a Alemanha.

Daí foram descansar também Diego, Arrascaeta e Gabigol, para Thiago Maia, Vitinho e Pedro entrarem.

Faltava o gol de Michael e, aos 46', não faltou mais: 5 a 1, mas o gol foi dado para Wellington, contra.

O que o São Paulo vai explicar quando chegar em casa, se é que achará o caminho de volta do Morumbi, é algo que ninguém sabe.

Talvez deva buscar a resposta na Gávea, mais perto do Maracanã.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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