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Blog do Juca Kfouri

Brasil se livra da praga do Egito

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Juca Kfouri

31/07/2021 08h52

Como já se sabia o Egito armou uma senhora retranca para enfrentar o Brasil.

Uma senhora, não. Três.

Atrás, no meio e na frente, todos marcavam a bola brasileira para manter a marca de melhor defesa da Olimpíada.

Era como se tivessem trazido até Queóps, Quéfren e Miquerinos para o Japão só para impedir que Claudinho, Richarlison e Matheus Cunha chegassem na área.

E foi necessário ter muita paciência para vencer as três linhas defensivas até chegar ao gol, exatamente no momento, aos 38 minutos, quando os egípcios se aventuraram em raro ataque, deram espaço, Claudinho puxou o contra- ataque ao achar Richarlison pela esquerda e dele o passe veio perfeito para Matheus Cunha concluir pelo meio da área: 1 a 0.

O problema de fazer gol passou a ser do Egito e o segundo tempo tinha tudo para ser menos complicado.

E nos primeiros dois minutos tanto Claudinho, menos, quanto Matheus Cunha, mais, puderam ampliar.

Logo, no entanto, Matheus Cunha se machucou e Paulinho o substituiu.

Mas as chances se sucediam como não havia acontecido no primeiro tempo, pelo menos quatro até os 60 minutos.

A seleção brasileira ia se classificando para as semifinais, contra Coreia do Sul ou México, que disputam vaga neste momento, o México vence por 3 a 1 e ainda disputarão o segundo tempo.

O México, lembremos, derrotou o Brasil na Olimpíada de Londres, na final, 2 a 1, dois gols de Peralta, quando Mano Menezes insistia mais com Pato que com Hulk, autor do gol brasileiro, no fim do jogo.

O time de André Jardine mais uma vez revelava seu maior problema: criar muito e converter pouco.

Para piorar, sabe-se lá por que, no meio do segundo tempo, Jardine resolveu sacar Antony e Claudinho, que jogavam bem, para Malcon e Reinier entrarem, e o desempenho ofensivo caiu.

Riscos o Brasil não corria, mas vai que numa bola vadia o adversário ache um gol. A dificuldade em matar o jogo é preocupante e a tensão ao final dos jogos é permanente.

Aos 90 minutos, com mais três pela frente, Richarlison saiu e Gabriel Menino entrou.

A vitória veio com justiça e sem maiores sustos. Os egípcios mantiveram a fama de sua defesa, mas bastou um golzinho para eliminá-los.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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