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Blog do Juca Kfouri

Quem prevalecerá: o generoso Tricolor ou o avarento Verdão?

Juca Kfouri

16/05/2021 22h21

Eduardo Baptista surpreendeu Hernán Crespo com seu Mirassol, da Série C, ao dar pouco espaço para o São Paulo criar e, ainda por cima, dar algumas estocadas na área tricolor.

Benítez estava longe de ter a liberdade de que desfrutou na goleada sobre a Ferroviária e, na batata, as chances foram poucas, duas mais claras, durante todo o primeiro tempo que quase terminou com um incômodo, para o São Paulo, 0 a 0.

Pablo não estava em noite feliz e o zagueiro Daniel Borges, do Mirassol, estava, a ponto de salvar gol na linha fatal.

Mas, aos 44', depois de cinco minutos de pressão tricolor, Arboleda mandou para o fundo da rede ao escorar, de ombro, cobrança de escanteio da esquerda pelo maestro Benítez, com falha de Muralha na saída do gol.

O incômodo desaparecia e a única dúvida a pairar no ar frio do Morumbi era sob as condições físicas do Tricolor, que jogava apenas 46 horas depois das quartas de final.

Pintava a nona final estadual entre São Paulo e Palmeiras, o Choque-Rei.

Nas oito anteriores, o Tricolor venceu três (1943, 1971 e 1992) e o Verdão cinco (em 1933, 1942, 1944, 1950 e 1972).

E assim que o segundo tempo começou, no quinto minuto, ficou clara que a decisão será entre os dois rivais.

Está dito acima que Pablo não estava em noite feliz. Pois não estava mesmo, mas estava, porque ao tentar cavar sobre Muralha, em lançamento de Arboleda, ia perder gol incrível, mas a bola bateu no zagueiro Boza e entrou: 2 a 0.

Está escrito também sobre a dúvida em relação ao preparo físico do São Paulo. Pois o time voltou com pressão total , como se disposto a liquidar logo a fatura e poder descansar.

E foi o que fez aos 11', em novo escanteio batido pelo maestro Benítez, Miranda desviou no primeiro pau e Sara completou no segundo: 3 a 0.

Fosse possível, o jogo seria humanamente encerrado e o São Paulo iria descansar para enfrentar o Racing, na terça-feira, pela Libertadores.

Como não é, Crespo começou a sacar jogadores como Pablo e Sara, ainda antes do 20° minuto.

Luan e Liziero descansaram antes do 25º minuto.

Antes do 30°, Benítez e Igor Vinicius tabelaram até que a bola chegasse aos pés de Luciano, que acabara de entrar, e estava 4 a 0 no placar.

Com o que, Benítez deu boa noite e foi para casa.

As finais devem acontecer nos próximos dois domingos, embora a FPF aquieta fazê-las nesta quinta-feira e no domingo.

Como ambos têm jogos pela Libertadores, devem pressionar para ter mais espaço e adiar seus jogos pela primeira rodada do Brasileirão.

Quem prevalecerá: o generoso São Paulo que não economiza em gols ou o avarento Palmeiras que faz o estritamente necessário.

O modo argentino ou o lusitano de jogar?

A resposta às duas perguntas tem tudo para ser sensacional, primeiro jogo na casa verde, segundo na tricolor.

A final prevista antes do começo do campeonato ao se olhar os dois elencos, enfim, acontecerá. Viva!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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