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Blog do Juca Kfouri

Hulk é forte, mas Pikachu é Fortaleza

Juca Kfouri

30/05/2021 12h56

Atlético Mineiro e Fortaleza pareciam dispostos a resolver o jogo no primeiro tempo no Mineirão sob calor forte.

E fizeram bom espetáculo sem economizar energia em busca do gol, com o Galo mais perigoso, mas com o time cearense mostrando também suas armas.

A maior chance de gol foi chutada por cima, de primeira, por Hulk, deixado na cara da meta por Nacho Fernández, aos 35 minutos.

Dois minutos depois ele compensou a falha ao levar ligeiro empurrão de Tite, na área, e despencar, para levar o assoprador de apito a marcar o pênalti discutível, mas compreensível.

Hulk mesmo bateu e fez 1 a 0.

Não parecia possível que os dois times mantivessem o ritmo no segundo tempo sob o sol do meio dia. E bem que o Galo preferiria amansar os ímpetos do adversário que, no entanto, estava faminto.

Por duas vezes, nos dez primeiros minutos, os cearenses estiveram perto de empatar, mas em impedimento.

Mas, aos 14', não teve jeito. Yago Pikachu, que entrou no intervalo, empatou e quase furou a rede: 1 a 1.

Savarino e Allan foram sacados por Cuca para Savio e Zaracho jogarem.

Estava claro que os mineiros não esperavam a agressividade do time do argentino Juan Pablo Vovjoda que, além do mais, aos 20', pôs outros dois atacantes em busca da vitória: David e Romarinho nos lugares de Robson e Wellington Paulista, cansados. Empatar não era a meta.

Nem do Galo. Marrony e Nacho fora, Nathan e Vargas dentro.

O jogo já não tinha a mesma qualidade, nem poderia, mas seguia vivo e indefinido, com o Fortaleza ligeiramente melhor, amostra do que será no Castelão.

Nos acréscimos, de cinco minutos, os mineiros criaram duas boas chances, mas a defesa do tricolor, com Tinga, interveio na hora agá.

E foi aos 49', que em contra-ataque, Pikachu virou o jogo: 2 a 1.

Não é nem que o Galo tenha decepcionado, embora contasse com os três pontos.

Mas foi o Leão que agradou, até surpreendeu e mereceu a vitória.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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