O que explica a queda do poderoso Liverpool?

Eis a pergunta de milhões de libras esterlinas: por que o Liverpool caiu tanto?
A ausência do melhor zagueiro do mundo, o holandês Van Dijk, desde outubro e até, no mínimo, julho, é parte da explicação, mas não explica.

Não explica, por exemplo, que o Liverpool tenha perdido a invencibilidade em Anfield para o fraco Burnley, três rodadas atrás, depois de 1.369 dias sem derrota em casa pelo Campeonato Inglês — derrota que se repetiu agora pouco, para o tão fraco como, o Brighton, por outro 1 a 0, ambos lutando na parte de baixo da tabela.
A falta de torcida explica muito, porque equilibra tudo e artista gosta de estar onde o povo está, além de permitir conforto aos adversários.
O clima pesado da pandemia, a artificialidade destes tempos cruéis atravessados pela humanidade mudou o panorama do futebol pelo mundo afora.
Só o Bayern Munique parece não se abalar e segue hegemônico.
Aquele Liverpool que encantou o mundo em 2018/19 virou time comum, sujeito a chuvas e trovoadas como qualquer outro.
Está 7 pontos atrás do líder Manchester City que tem um jogo a menos, adversário do domingo que vem.
Ainda não somos capazes de avaliar todos os estragos da Covid-19 e é claro que os efeitos sobre o futebol são os menos importantes, e menos urgentes, para esclarecer diante de mais de 2 milhões de mortes pelo planeta.
Mas que até a cara do futebol mudou radicalmente é evidente.
Que tempos terríveis!
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










