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Blog do Juca Kfouri

Palmeiras joga bem, mas cede empate ao Grêmio

Juca Kfouri

15/01/2021 23h22

O Palmeiras que começou a enfrentar o Grêmio não tinha nada a ver com aquele que enfrentou o River Plate.

Tomou a iniciativa do jogo, quase abriu o placar com menos de um minuto e seguiu fustigando o tricolor gaúcho até o 25º minuto, sem que Weverton interviesse nem sequer uma vez, contra três defesas de Vanderlei.

Aos 22', Rony acertou a trave.

Aos 23' foi a vez de Willian acertá-la.

O Grêmio parecia grogue, desinteressado, letárgico, uma droga.

Só aos 27', Weverton apareceu pela primeira vez, sem maio dificuldade.

Acredite se quiser, aos 30', Breno Lopes mandou a terceira bola na trave gaúcha.

O Palmeiras trocava passes e envolvia o Grêmio como queria, até que, aos 32', Willian roubou a bola do ingênuo Rodrigues, cruzou rasteiro, Rony furou e Raphael Veiga acertou a rede, o gol, nada de trave, 1 a 0.

Era para estar, no mínimo, 3 a 0.

E o Verdão, que depende só dele para ser campeão, enterrava a péssima impressão deixada contra o River, enquanto o Grêmio parecia ser time da Série C.

Dá para imaginar a bronca de Renato Portaluppi no intervalo.

A única que Abel Ferreira poderia dar era pelo Alviverde não ter matado o jogo no primeiro tempo, porque chances criou para tanto.

O recado ao Corinthians, rival na segunda-feira, estava dado: nem vem de garfo que vai ser dia de sopa.

Estranhamente, o Grêmio não mexeu para o segundo tempo.

Com dez minutos, porém, deu para entender, porque era outro Grêmio, competitivo, disposto a enfrentar o Palmeiras, o que não havia feito até então.

Por sua vez, ao Palmeiras restou um jogo à sua feição, ao explorar as possibilidades de contra-ataques, com bolas esticadas para Rony, embora numa noite confusa.

Campeão paulista, vivo no Campeonato Brasileiro e finalista nas copas do Brasil e Libertadores, o Palmeiras permanecia capaz da quadriplice coroa, algo extraordinário.

Aos 20', Vanderlei fez das maiores defesas do campeonato, em bomba à queima-roupa de Willian, após cruzamento de Rony. Seria um golaço. Foi um milagraço.

Alan Empereur e Rony saíram e o chileno Kuscevic e Luis Adriano entraram. O jogo era muito bom e o Palmeiras seguia superior.

O também chileno Pinares no lugar de Thaciano foi a resposta gaúcha.

Susto mesmo, o palmeirense levou aos 32', quando Jean Pyerre bateu falta desviada na barreira e a bola passou rente à trave.

Lucas Lima e Scarpa, nos lugares de Veiga e Willian.

Maicon e Luis Fernando nos de Alísson e Matheusinho.

Com apenas 1 a 0, que não refletia o andamento do clássico, o jogo estava aberto aos 40'.

Tão aberto que Diego Souza desperdiçou o empate aos 41', com defesa de Weverton.

Mas, aos 42', Luiz Fernando pôs a bola na cabeça de Diego Souza e ele empatou: 1 a 1.

Justo não era, mas era o que era.

O Palmeiras já não dependia mais de seus resultados…

E o Grêmio segue vivo.

Aliás, só não virou porque Weverton fez grande defesa em cobrança de falta por Diego Souza, aos 47'.

A injustiça já não foi tão grande.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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