Gabigol: talento enorme, cabeça pequena
Em 2019 Gabigol aprimorou o que dele se suspeitava e passou a ser o melhor finalizador entre os jogadores em atividade no país.
De quebra, por ser o 9 do clube mais popular do Brasil, virou o maior ídolo de nosso futebol, personagem de história em quadrinhos, querido pelas crianças até de outros times.

Um sucesso como há tempos não se via por aqui.
Vinha de temporada decepcionante na Europa, com o desconto de que era muito jovem e parecia maduro para fazer esquecer o insucesso.
Mas pau que nasce torto não tem jeito, morre torto e seu temperamento indócil e marrento parece mais forte que o inegável talento.

Incapaz de lidar com a frustração até mesmo nas vitórias épicas, como a dos dois gols nos instantes derradeiros da decisão da Libertadores, a birra e a máscara fizeram dele um artilheiro inconfiável, bomba quase sempre prestes a explodir e deixar seus companheiros na mão.
Não é o primeiro, nem será o último caso, tantos são os exemplos históricos pelos gramados do mundo afora, embora fenômeno incrivelmente recorrente entre os chamados meninos da Vila.
Gabigol se acha o último biscoito do pacote e não aceita dividir protagonismo.
Comportamento que já era visível na campanha da medalha de ouro inédita na Olimpíada do Rio.
Então, o máximo que permitia era o óbvio, coadjuvar Neymar.
Ficava evidente seu desconforto a cada gol de Gabriel Jesus, a ponto de nem comemorá-los.
Gabigol tem uma irmã, embora mostre. as características de filho único mimado.
Jorge Jesus soube domá-lo.
Terá sido o único?
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










