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Blog do Juca Kfouri

Frangaço define o Clássico Vovô de bengalas

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Juca Kfouri

24/01/2021 22h30

Não pergunte o que houve no primeiro tempo de Fluminense e Botafogo, o Clássico Vovô, em São Januário.

Sabe por quê?

Porque não houve nada. Rigorosamente nada!

Ou melhor: horrorosamente nada!

Normal em se tratando do Botafogo, último colocado do Covidão-20, mas indesculpável para o Fluminense, que busca vaga na pré-Libertadores.

Aliás, o que dá a medida do quanto o torneio continental anda aceitando qualquer coisa porque, honestamente, o que times como esse do Fluminense, ou o do Corinthians, vão fazer nele?

Odair Hellmann viajou e levou embora o futebol tricolor.

Já no Botafogo não tem Barroca nem barraco que resolva, apenas se conformar com o terceiro rebaixamento, para empatar com o Vasco e com o próprio Fluminense, que até na Série C esteve.

Até que Lucca fez 1 a 0 para o Flu, isto é, Diego Cavalieri fez, tamanho o frango do goleiro botafoguense, aos 21 minutos.

Com o passar do tempo os dois times trocaram vários seis por meias-dúzias e o panorama seguiu tétrico.

Torcia-se desesperadamente para o fim do sofrimento.

Os tricolores para garantir três pontos. Os alvinegros para acabar a vergonha que estavam passando. E os profissionais porque não recebem salário insalubridade para testemunhar tamanha miséria.

O Clássico Vovô 2021 foi disputado de bengalas por um bando de pernas de pau.

Felizmente, aos 51 minutos, ACABOU!, como diria Galvão Bueno.

Não!!! Não acabou.

Cavalieri ainda fez pênalti e Wellington fez 2 a 0.

Ufa! Aí, ACABOU mesmo! Aos 53'…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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