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Recado do Santos: quer o tetra

Juca Kfouri

01/10/2020 20h59

Se o 0 a 0 entre Santos e Olímpia na Vila Belmiro foi chatíssimo, o jogo de volta que acaba de acabar, ao contrário, foi animado para dedéu.

Depois da inevitável pressão do time paraguaio em casa, Sanchez abriu o placar ao cobrar pênalti cometido por Recalde sobre Madson, aos 13 minutos.

Não que o Santos tenha recuado, mas o Olimpia foi à frente em busca do empate e, aos 21', cruzamento da direita encontrou Recalde na segunda trave, sem que Madson o incomodasse, e o atacante cabeceou firme para fazer 1 a 1.

Os protagonistas do pênalti também estavam empatados.

Mas aí o Santos quis segurar o empate que garantia a classificação e Recalde desempatou tudo, aos 33', de dentro da área, no canto de direito de João Paulo.

Pronto! Não fazia mais sentido o excesso de prudência e lá foi o Santos à frente sem medo de ser feliz.

Aos 38', Recalde pegou Marinho com violência e levou cartão amarelo.

Um minuto depois, como tudo dá certo quando alguém está iluminado, Marinho bateu a falta pela direita em busca de alguma cabeça amiga e o amigo foi o goleiro Ancona, que aceitou a cobrança sem que ninguém tocasse na bola.

Ninguém mexeu para o segundo tempo e, aos 50', Recalde tirou tinta do travessão em cobrança de falta, para, no minuto seguinte, João Paulo evitar, com os pés, o gol paraguaio, cara a cara.

Só dava Olímpia e o Santos tentava quebrar o ritmo.

Soteldo, de cabeça, imagine!, aproveitou cruzamento da direita e quase fez ele o terceiro gol, aos 53'.

Aí, Marinho virou o jogo da direita para esquerda onde Sánchez limpou para Kaio Jorge, livre, virar para 3 a 2, aos 59'.

O jogo seguia pra lá de animado e o Santos ia garantindo seu lugar nas oitavas para poder sonhar com o tetracampeonato continental, mesmo sonho que ficava mais longe para o Olimpia.

Aos 64', o interminável Roque Santa Cruz, 39 anos, entrou no jogo para buscar o empate.

Cuca chamou Alisson para o lugar de Sánchez, para fechar.

O Olimpia, é claro, era todo pressão.

Invicto, o Santos assegurava o primeiro lugar no grupo.

Aos 70', João Paulo, fez milagre ao evitar novo empate em puxeta surpreendente.

Ivonei no lugar de Jobson, em seguida, e Raniel no de Kaio Jorge.

Aos 77', nova senhora defesa de João Paulo. Que goleiro!

Aos 80', outra!

Sim, o Olimpia merecia o empate e, se empatasse, provavelmente venceria.

O Santos virava refém e Cuca já não tinha o que fazer além de rezar.

Aliás, poderia negociar com os deuses dos estádios: o empate e não se fala mais nisso.

Aos 85', Recalde empatou, mas em impedimento e, felizmente, foi substituído.

O bom da Covidadores sem público tem sido às arbitragens, que abrem mão de ser caseiras para apitar corretamente.

E os jogos têm sido muito mais leais também.

Com oito minutos de acréscimos, João Paulo poderia comer até um frango que ainda assim seria o nome do jogo. Mas só um.

Aos 95', adivinhe? Mais uma defesa dele!

Porque se Recalde também foi protagonista para o bem e para o mal, o recado praiano é claro: "Queremos o tetra!".

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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