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Blog do Juca Kfouri

Imagine se fosse assim nos clubes brasileiros

Juca Kfouri

30/10/2020 10h00

POR 2PLAYBOOK

A corrida pela presidência do FC Barcelona, inicialmente marcada para a próxima primavera, acontecerá neste incerto 2020, que obriga a mudar os planos a cada quarto de hora.

Não é mais válido ter um plano A, é preciso pelo menos um plano B e um C.

Mas em todos os cenários existe um valor que não muda, o das garantias:

15% do orçamento de despesas, que se o ponto de equilíbrio deste ano for atingido será equivalente a apresentar garantias de 118,7 milhões de euros, embora, tomando como referência 2019-2020, o valor final seja de 143,2 milhões.

Este é o valor que os candidatos deverão depositar como garantia pessoal para poderem assumir a presidência, patrimônio que poderão credenciar, sozinhos ou em conjunto com todos os que integram a diretoria vencedora: no mínimo, 118,7 milhões de euros!

É algo que já sabem os pré-candidatos que já se inscreveram para esta curta e explosiva corrida.

Todos eles se beneficiam de uma decisão que o Conselho Superior de Esportes (CSD) espera aprovar em novembro: os conselhos de administração não devem endossar os prejuízos que podem ser creditados como consequência da Covid-19 e não da má gestão.

Esse é um aspecto importante para os presidentes em potencial, já que os números vermelhos com os quais 2020-2021 poderiam fechar serão atribuídos à pandemia.

Não é um aspecto menor, uma vez que a Justiça já deixou claro, em outra época, que as perdas de um exercício podem ser computadas ao conselho de administração que fechou o exercício, mesmo que seja apenas dez dias de gestão. Agora, por outro lado, o presidente que sair das próximas eleições, quando as perdas vierem, poderá se refugiar na mudança jurídica que o CSD está preparando.

Os candidatos à presidência do Barça devem endossar um mínimo de 118 milhões de euros, exceto para um possível candidato de continuação.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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