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Blog do Juca Kfouri

Everaldo vai virar amuleto no Corinthians

Juca Kfouri

21/10/2020 23h26

Pior notícia minutos antes do jogo em São Januário o Vasco não poderia receber: seu artilheiro Cano sentiu contusão no aquecimento e não pôde jogar. Apesar de estar há 698 minutos sem marcar, o argentino é sempre uma esperança.

Um jogo de seis pontos com o Corinthians, ambos preocupados com o rebaixamento, dois pontos apenas acima da ZR.

Vasco sem vencer há oito jogos no Covidão-20, há 18 sem ganhar do Corinthians, com 11 derrotas, desde outubro de 2010.

Na história, 51 vitórias alvinegras, 35 empates e igual número de vitórias cruzmaltinas.

No Brasileirão, 20 vitórias paulistas, 23 empates e 13 triunfos cariocas.

Pelo menos três jogos entre ambos entraram para a história: o da volta de Roberto Dinamite, em 1980, quando o artilheiro fez os cinco gols do 5 a 2; o da decisão do primeiro Mundial FIFA, em 2000, e o das quartas de final da Libertadores de 2012, da célebre defesa de Cássio contra Diego Souza.

Tempos gloriosos que ficaram para trás e que realçam a miserabilidade do clássico desta noite.

A novidade corintiana ficou por conta da volta de Fábio Santos, 35 anos, campeão mundial em 2012.

Como fez nos últimos anos ao trazer jogadores do Fluminense, com péssimos resultados, o Corinthians buscou três reservas do Atlético Mineiro. Por quê?

Pergunte a Andrés Sanchez e aos empresários seus amigos.

O Vasco estreava o treinador português Ricardo Sá Pinto, um gajo corajoso.

E tinha como sempre Leandro Cástan na zaga, que estava no rival na Libertadores de 2012.

Aos 22 minutos, Cássio deu rebote em bola fácil, quase tomou o gol, cedeu escanteio e, no contra-ataque do escanteio, Mateus Vital, ex-Vasco, ganhou dividida no meio de campo, Cazares recebeu a bola e deu na medida para Mantuan abrir o marcador: 1 a 0.

Aos 29', por pouco o Corinthians não abriu o placar, em arremate de Marllon, desvio e trave.

O Corinthians até jogava melhor do que se esperava graças a Cazares e o Vasco tão mal como se previa, porque também Benítez estava fora, machucado.

E o primeiro tempo, sofrível, chegou ao fim.

Mateus Vital fazia sua melhor partida desde que chegou ao Corinthians.

O segundo tempo com duas oportunidades de gol para o Vasco.

Na primeira, Cássio evitou o empate.

No segundo, Carlinhos fez excelente lançamento e Ribamar pegou de primeira para mandar no travessão, num verdadeiro pecado.

Leo Gil estreava no Vasco, no lugar de Andrei.

Em seguida, Vinicius tirou tinta do travessão paulista.

Tudo isso nos primeiros 12 minutos!

Em seguida, dois gols corintianos, ambos irregulares, um porque a bola bateu na mão de Gil antes de Xavier arrematar. O outro por impedimento claro, embora com suspense absurdo do VAR.

O jogo tinha muito mais emoções do que estava programado.

Aos 24', em cruzamento de Fagner, Ederson cabeceou por cima o 2 a 0.

Lucas Santos no lugar de Marcos Junior e Everaldo no de Mantuan.

Os escanteios se sucediam para o Vasco e o empate amadurecia.

Até que veio, com Ribamar, na raça, aos 26', e de calcanhar, depois de passe de Talles Magno.

No minuto seguinte Fernando Miguel evitou gol de Vital, cara a cara.

Camacho e Mosquito nos lugares de Ederson e Ramiro.

O jogo, acredite, estava animadíssimo e aberto, tendendo mais ao Vasco.

Parede e Bruno Gomes nos lugares de Ribamar e Vinicius.

Luan substituiu Cazares.

As trocas de Sá Pinto davam mais resultado que as de Vagner Mancini.

A permanecer o empate, os dois times podem ser alcançados por três times da ZR ao fim da 18ª rodada.

Verão abraçados a penúltima rodada no fim de semana, de terço nas mãos.

Veriam!

Everaldo foi cruzar aos 44', a bola desviou em Henrique e traiu o goleiro: 2 a 1!

Vai virar amuleto, porque foi dele o gol salvador contra o Furacão, também no fim.

O Corinthians subia ao 10° lugar.

Justo não foi, mas vá dizer isso a um Fiel.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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