PUBLICIDADE
Topo

Histórico

Categorias

Sampaoli bota Portaluppi no bolso; com aglomeração

Juca Kfouri

26/09/2020 22h51

Jorge Sampaoli pegou Renato Portaluppi, dobrou e pôs no bolso.

Durante os primeiros dez minutos, enquanto o Galo buscou o primeiro gol, foi jogo de um time só.

Aí, Keno abriu o placar, com ajuda do VAR que constatou ter a bola ultrapassado a linha fatal, aos 11', depois de ter deixado dois gremistas na saudade.

Daí em diante, menos ansioso, o Atlético limitou-se a dominar completamente a partida e a buscar o 2 a 0 com mais parcimônia.

Esteve para fazê-lo diversas vezes, não fez ao finalizar mal e quase tomou o empate, aos 41', em cobrança de falta por Robinho que Éverson defendeu bem, e aos 48', quando outra vez o goleiro evitou o 1 a 1, em arremate de Diego Barbosa.

O torcedor colorado não sabia se festejava a derrota do rival ou lamentava a vantagem de três pontos que o Galo, na liderança, abria sobre o Inter.

Mas ainda haveria o segundo tempo e quem sabe se Portaluppi acharia o mapa para virar e não deixar o treinador argentino muito convencido.

Só que o Grêmio vinha de Gre-Nal e volta a jogar na terça-feira contra a Universidade Católica, enquanto o Galo só joga o Covidão-20.

Por falar nisso, antes do jogo, a torcida atleticana se aglomerou na porta do Mineirão para receber o time, porque, você sabe, a pandemia acabou, tanto que o futebol voltou.

A CBF, você sabe, não tem nada a ver com isso…

Mas ainda antes do sexto minuto, Keno livrou-se de mais um gaúcho, bateu forte de fora da área e fez 2 a 0, com desvio na zaga: 2 a 0.

O Grêmio vai seguindo na fila desde 1996 e o Galo vai saindo, desde 1971, embora ainda seja muito cedo e faltasse muito tempo.

Tanto que, dois minutos depois, Isaque diminuiu: 2 a 1.

Na saída, Paulo Vitor fez milagre para evitar o 3 a 1, em voleio de Sasha.

O jogo pegou fogo e ficou muito bom, lá e cá. Tanto o empate quanto a ampliação do placar pintavam constantemente, mais o 2 a 2 que o 3 a 1.

Aos 20', a alegria completa de Sampaoli na escolha do goleiro que sabe usar os pés.

Éverson repôs a bola em jogo em lançamento primoroso para Keno que tocou com, muita categoria, para fazer 3 a 1.

O palmeirense se perguntava por que ter aberto mão de Keno, seis gols em dois jogos seguidos.

Diga-se que o Grêmio jogava melhor que no primeiro tempo, mas não o suficiente para se equiparar ao Galo que viu o quarto gol ser evitado por Diogo Barbosa ao bloquear o chute de Arana.

O 3 a 1 ficou de bom tamanho e os times dos argentinos Sampaoli e Coudet seguem como os dois primeiros do campeonato.

Por que será?

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

Blog do Juca Kfouri