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Provado: Deus é corintiano!

Juca Kfouri

16/09/2020 23h28

De onde não se espera nada, às vezes, acontece coisa boa.

Assim foi em Itaquera que o Bahia poderia chamar de Fonte Nova durante todo o começo do jogo contra o Corinthians.

Mas parece que a Bahia de Todos os Santos está mais para os diabos.

Porque está faltando sorte ao tricolor.

Gilberto, há 11 jogos sem marcar, perdeu gol na área corintiana e, em seguida, em sua área, desviou de cabeça chute de Otero e a bola matou o goleiro Douglas.

Nem por isso o Bahia parou, ao contrário.

Com dois garotos da base, Xavier e Roni no meio de campo, o Corinthians mais se defendia, embora Araos tenha perdido gol feito em passe de Otero, assim como o Bahia perdeu outro, em chute de Gilberto e salvado por Avelar na linha fatal.

Depois de lance de bola na mão de Xavier que costuma virar pênalti e não virou, o menino Roni ampliou: 2 a 0.

Os anfitriões eram cirúrgicos e os visitantes azarados.

Menos mal para a injustiça não ser gritante que Nino Paraíba acertou chute de fora da área e Cássio, mais uma vez, aceitou.

Aceitou como salvou o empate dos pés de Juninho Capixaba depois de Gilberto e de Rodriguinho terem a chance do 2 a 2 e perderem.

O primeiro tempo terminava muito bom e prenunciava uma virada à baiana caso o Corinthians não tomasse providências.

Se alguém esperava Mano Menezes defensivo, se enganou. E ele tinha por que reclamar dos critérios da má arbitragem nacional.

E voltou com Rossi, para agredir mais.

Já Dyego Coelho tirou Araos e pôs Ramiro, para defender melhor.

Estava 13 a 4 em finalizações para o Bahia.

Só que o segundo tempo começou muito mais equilibrado e, em escanteio batido por Fagner, Gil cabeceou para fazer 3 a 1.

Era a 34ª vitória alvinegra contra 22 e 15 empates.

O Bahia não desistiu, mas Gil, embaixo do travessão perdeu o 4 a 1 em novo escanteio, agora cobrado por Otero e desviado por Ramiro.

Cássio tinha muito trabalho e trabalhava bem.

Léo Natel entrou e Everaldo saiu.

Mosquito e Sidcley nos lugares de Roni e Vital.

A pressão baiana não parava, mas com menos chances criadas.

Aos 44', Saldanha diminuiu em cobrança de escanteio e cabeçada na pequena área: 3 a 2.

E o Bahia, na verdade, merecia mais.

De todo modo, não dá para entender a situação do Bahia no Covidão-20.

Já o Corinthians foi capaz de reagir e obter o que precisava: os três pontos. Com muita sorte!

E num belo jogo de futebol, tenso, emocionante, bem jogado.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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