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Obrigado Autuori, obrigado Cuca!

Juca Kfouri

20/09/2020 19h10

Tudo que foi dito aqui na nota anterior, sobre o jogo entre Grêmio e Palmeiras, não vale para o entre Botafogo e Santos.

Com investimentos incomparavelmente menores, os dois alvinegros, dominantes no futebol brasileiro dos anos 1960, jogaram futebol com F maiúsculo.

Os paulistas melhores, mas os cariocas também em busca do gol sob chuva no Nilton Santos.

Paulo Autuori e Cuca puseram seus times em busca da vitória e o 0 a 0 do primeiro tempo não traduz o que foi o jogo: 2 a 1 para o Santos do endiabrado Marinho, e com o jovem Arthur Gomes jogando muito, espelharia melhor o andamento do clássico.

O 112º clássico de 102 anos de idade tinha 44 vitórias santistas e 37 botafoguenses.
O primeiro, em 1918 foi 8 a 2 para o Peixe, na Vila Belmiro. Em 1935, em General Severiano, o Glorioso devolveu com juros: 9 a 2!

Com menos de dois minutos no segundo tempo, cada time teve uma chance de abrir o placar.

Aos 20 minutos, com o jogo lá e cá e os gols teimando em não sair por um triz, Cuca mexeu pela primeira vez: Kaio Jorge e Tailson nos lugares de Raniel e Jean Mota.

Autuori só mexeu aos 30', ao sacar Fernando e botar o uruguaio Barrandeguy, por lesão. E pôs Honda no jogo para tirar Davi Araújo.

Lucas Lourenço em campo, Arthur Gomes fora, aos 33'.

O jogo merecia gols, daqueles 0 a 0 que não incomodam, mas que não fazem justiça às chances criadas, principalmente do lado santista.

Kaio Jorge, por exemplo, deixou de fazer um gol que mereceria placa no estádio, em jogadaça de Felipe Jonatan, aos 35'.

Aos 44', então, aconteceu de tudo na área carioca, mas o gol não saiu.

Aos 50', Marinho quase fez o 1 a 0. E o jogo acabou.

Seja como for, e guardadas todas as proporções, sem nenhuma comparação pelamordedeus!, os dois alvinegros honravam suas tradições.

E tanto os times, quanto, sobretudo, os treinadores, merecem os parabéns e os agradecimentos de quem gosta de futebol.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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