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O resultado da bolsonarização do Flamengo

Juca Kfouri

23/09/2020 20h05

POR CID BENJAMIN*

A bolsonarização da diretoria do Flamengo teve, pelo menos, duas consequências nocivas para o time mais popular do País.

1) Angariou uma profunda antipatia para o clube. Hoje, quase todo mundo que não é Flamengo é contra o Flamengo;

2) Fez com que idiotices ditas por Bolsonaro fossem encampadas como verdades pelos seus dirigentes. Dentre elas, as palavras de menosprezo à pandemia, tratada como uma "gripezinha", apesar de já ter causado quase 140 mil mortes.

O Flamengo esteve na linha de frente da defesa de uma volta das atividades esportivas sem um mínimo de condições sanitarias.

Por coincidência ou não, é o time que mais sofre com atletas doentes. São 14 jogadores, os médicos, o presidente e o diretor de futebol doentes.

Seria uma boa lição se não fosse atendido o pedido de adiamento da partida contra o Palmeiras, marcada para domingo.

O Flamengo que ponha em campo um time qualquer e sofra as consequências disso no plano esportivo.
Se os pontos perdidos fizerem falta mais adiante, seria um bom castigo para o puxa-saquismo ao psicopata que ocupa a Presidência.

PS – Como me disse um amigo em um ZAP privado: "O bolsonarismo é um estilo de vida. O negacionismo em relação à Covid é parte desse estilo".

PS 2 – A diretoria do Flamengo continua defendendo a volta do público aos estádios? Caso continue, estaremos diante de um atentado à saúde pública.

*Cid Benjamin é jornalista, vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e muuuuuito rubro-negro.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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