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Galo canta alto no topo da tabela em noite de Keno

Juca Kfouri

19/09/2020 22h56

Aos 10 minutos de jogo no Estádio Olímpico de Goiânia o atacante Ferrareis saiu de seu campo e ficou cara a cara com o goleiro Evérson.

Tocou com a certeza de que faria 1 a 0, mas o pé esquerdo do novo goleiro do Galo impediu a abertura do placar.

Desses gols que não se perdem.

Dois minutos depois, em grande jogada de Keno, Allan Franco bateu firme, à queima-roupa, e Jean fez ótima defesa.

Em 12 minutos os Atléticos já haviam feito mais que Fortaleza e Inter em todo o jogo.

E, aos 20 minutos, um golaço de Oliveira, de fora da área, de canhota, abriu o placar para os goianos.

Mais uma vez, com time de Jorge Sampaoli em campo, o jogo era bom, muito bom.

Dez minutos depois, o Galo desceu, Arana abriu para Keno que bateu cruzado e Savarino entrou pelo meio para empatar.

Com a exasperante demora de sempre, o VAR anulou o gol por impedimento.

Difícil manter qualidade de jogo com arbitragem tão desqualificada, capaz de congelá-lo.

Mas os Atléticos conseguiram.

E logo aos 6 minutos do segundo tempo Nathan foi derrubado na área e Keno empatou na cobrança do pênalti.

Era para o anfitrião sofrer? Pois não.

Janderson desceu e pôs Ferrareis outra vez na cara do goleiro e dessa vez não teve perdão, 2 a 1, logo aos 10'.

Era lá e cá com dois times querendo jogar, querendo marcar, querendo vencer.

E Nathan não demorou a empatar de novo, em jogada de Savarino pela direita que ele só tocou para o fundo da rede, aos 14'.

Pensa que acabou?

Aos 19', logo depois de Éverson ter evitado o terceiro gol goiano, Keno foi lançado, ganhou na corrida do zagueiro e fuzilou entre a trave e Jean para virar, fazer 3 a 2, botar o Galo cantando de líder.

Mais descansado pois não jogou no meio de semana, diferentemente do rival que jogou pela Copa do Brasil, o alvinegro tratou de amansar o ímpeto rubro-negro, já desgastado. E seguiu atacando.

Keno, de peixinho, ao receber cruzamento de Mariano, fez 4 a 2 em lance seguinte a chute dele no travessão goiano, aos 32'.

O Atlético Goianiense estava derrotado, mas não vencido, pois diminuiu aos 49': 4 a 3.

O Mineiro lá em cima, no topo da tabela, graças ao espírito de Sampaoli e às trocas que ele faz, ao reforçar o pulmão e a qualidade do time, como, por exemplo, a entrada de Nathan em grande noite e que entrou só no segundo tempo no lugar de Allan.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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