A volta do torcedor no país da piada pronta
No país da piada pronta os clubes vão se reunir virtualmente para tratar da volta, presencial, é claro, da torcida aos estádios.
Os cartolas são corajosos com a vida alheia, a ponto de o secretário-menor da CBF, Walter Feldman, fazer pronunciamento, embora isolado, de máscara.

Mais uma irresponsabilidade da CBF em parceria com os clubes, quando o Flamengo quase inteiro está infectado, "o lugar mais seguro do mundo", segundo Rodolfo Landim, recebeu requerimento ao ministério da Saúde por parte do médico, ex-ministro da Saúde e deputado federal, Alexandre Padilha.
Padilha lembra que o chefe da área médica da CBF, Jorge Pagura, em julho, declarou que "a volta do torcedor só seria possível depois da vacina" e pergunta:
"Como o ministério da saúde irá monitorar/fiscalizar o cumprimento de protocolos estabelecidos a fim de que se evite novos focos de transmissão da doença?
Em caso de ocorrência de óbitos em decorrência da COVID-19 de profissionais do futebol ou de pessoas envolvidas na organização e realização de eventos esportivos agora liberados por esta pasta, quais as medidas preventivas relacionadas à assistência social, psicológica e indenizatória foram tomadas por este ministério?".
Certamente receberá, se receber, respostas evasivas do general que está no posto mais alto da Saúde no país.
E que a trata como os cartolas do futebol: leviana, irresponsável e criminosamente.
Um dia pagarão por isso.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/









