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Jorge Sampaoli derrota Domènec Jesus

Juca Kfouri

09/08/2020 17h33

Sim, o argentino superou o catalão à moda do lusitano.

Quando terminou o primeiro tempo no Maracanã tanto os torcedores do Flamengo quanto os do Galo se perguntavam: como pode estar 1 a 0 para os mineiros?

Pois estava.

Bruno Henrique desperdiçou gol feito ao mandar na trave uma bola que deveria ter passado para Gabigol e Arrascaeta perdeu o do empate depois que Filipe Luís marcou contra em cruzamento de Guilherme Arana, aos 23 minutos: 1 a 0.

Jorge Sampaoli não teve medo e tentou agredir o time de Domènec Torrent que não mexeu no jeito Jorge Jesus de jogar.

Verdade que o Galo ainda teve a chance, em contra-ataque, de ampliar, com o venezuelano Savarino, que Diego Alves impediu.

Mas a defesa alvinegra falhava tanto que Sampaoli trocou Gabriel por Jair ainda aos 43'.

O Rubro-Negro voltou com a faca entre os dentes para o segundo tempo e o Galo não se limitou a garantir o ótimo resultado.

O bom primeiro tempo seguia nos 45 minutos finais.

O VAR era o pior em campo, ao abusar de intervenções desnecessárias.

Aos 15', Pedro no lugar de Arrascaeta.

Aos 22', saíram Savarino, Alan Franco e Marquinhos, para as entradas de Bueno, Hyoran e Marrony.

Sampaoli dera trabalho a JJ no primeiro turno de 2019, embora derrotado.

Agora derrotava DT, Domènec Torrent, o Diretor Técnico, como dizem em espanhol, não em português.

Aos 27', Everton Ribeiro fora, Michael dentro.

Aos 32', saiu Natan, entrou Keno. Haja contra-ataque, haja correria.

Diferentemente da etapa inicial, o Flamengo não conseguia levar perigo mesmo com 65% de posse de bola.

Gerson saiu aos 35', Vitinho entrou para os cariocas jogarem com cinco atacantes, antiga tese do excelente jornalista Matinas Suzuki.

Faltava alguém para fazer o papel de arco da torrente de flechas…

Os alto-falantes incentivavam a reação a pleno volume. Em vão.

Em busca do título brasileiro desde o primeiro Brasileirão, em 1971, no mesmo Maracanã, o Atlético estreava como metade de Minas Gerais queria.

Desde o Liverpool o timaço do Flamengo não conhecia o sabor da derrota.

Num belo jogo de futebol.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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