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Mengo ganha sem saber por quê

Juca Kfouri

12/07/2020 17h54

Com transmissão sóbria e correta da TV Flu, prova de humildade que não se vê na cartolagem do Fla, o clássico começou com o Tricolor melhor e até uma suspeita na cabeça: estaria Jorge Jesus de sacanagem ao escalar o Rubro-Negro sem Gerson e Everton Ribeiro?

Mas, aos poucos, mesmo longe de seu potencial, o Flamengo foi tomando conta e forçando o recuo do rival.

Gabigol exigiu grande defesa de Muriel, aos 14', e Pedro, este sim de maldade com seu ex-clube, tratou de fazer 1 a 0 ao complementar boa troca de passes entre Vitinho, Arrascaeta e Diego, aos 28 minutos.

Aí a vida tricolor se complicou.

Se fazer gols tem sido um desafio para seu ataque, sem Wellington Silva, que testou positivo para a Covid-19, ficou ainda mais complicado.

Num primeiro tempo de 18 faltas, 12 foram feitas pelo Flamengo.

Só aos 7' do segundo tempo Diego Alves teve de fazer sua primeira defesa, em chute de Dodi de fora da área.

Mas, de novo, o Flu começou a etapa final como na inicial, mais agressivo.

Aos 13', Yago Felipe faria um golaço não fosse a intervenção de Diego Alves.

JJ percebeu que a coisa estava ficando feia e tratou de chamar três jogadores: Gerson, Everton Ribeiro e Michael.

Antes, porém, que o trio entrasse, aos 15', Egídio cruzou na medida para Evanilson empatar e fazer justiça.

Arrascaeta, Diego e Vitinho deixaram o campo em seguida.

Em busca de vencer, Odair Hellmann lançou mão de Fernando Pacheco, no lugar de Evanilson.

O Flamengo jogou de igual para igual com o Liverpool?

Pois o Fluminense, de novo, jogava melhor que o Flamengo e se aproximava da virada que Diego evitava seguidamente.

Gerson foi o quarto amarelado do Fla, aos 25', contra três cartões para os tricolores.

Mas, aos 28', em contra-ataque, Gabigol foi lançado por Rafinha pela direita, se livrou do marcador e deu com açúcar para Michael só encostar para o fundo da rede: 2 a 1.

Era injusto, mas indiscutível.

Aos 32', com o Flu já dando sinais de cansaço porque voltou mais tarde aos treinos, Marcos Paulo saiu e Caio Paulista entrou, assim como saiu Dodi e Michel Araújo chegou.

Pedro Rocha no jogo no lugar de Pedro, aos 39'.

O 2 a 1 mantinha a decisão do Carioquinha em aberto, negava a hipótese de goleada aqui aventada, não fazia justiça ao jogo, mas, repita-se, permitia ao Flu sonhar com o título na quarta-feira.

A sensação que fica é a de que o Rubro-Negro sente muita falta da Nação para manter o time aceso. Porque o artista tem de estar onde o povo está e não tem povo.

Yuri no lugar de Yago, aos 43'. Miguel no de Nenê ao mesmo tempo.

Gabigol demorou para sair e recebeu o segundo amarelo, fora da final.

E acabou em clima de lambança.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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