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Impiedoso, City carimba faixas do Liverpool

Juca Kfouri

02/07/2020 18h07

Um recital de futebol.

Pena que em palco vazio, o estádio do Manchester City.

Que recebeu os campeões ingleses, europeus e mundiais do Liverpool.

Com menos posse de bola, os Reds eram melhores, com três chances evitadas por Ederson e uma bola na trave mandada por Salah.

Mas, aos 23 minutos, Gomez derrubou Sterling na área e De Bruyne bateu o pênalti com perfeição, bola de um lado, Alisson do outro: 1 a 0 para o MC.

O que, diga-se, não abalou os campeões que seguiram impondo perigo constante no campo dos anfitriões.

Mas, sempre tem um mas e aqui tem um segundo, em contra-ataque perfeito, de pé em pé com a participação de quarto jogadores do virtual vice-campeão inglês, aos 34', Sterling ampliou: 2 a 0.

Aí, o Liverpool sentiu. Percebeu que se seguisse tão agressivo poderia ser goleado e deu uma moderada no apetite.

Em vão, porque, aos 44', uma tabela de De Bruyne com Folden culminou com o 3 a 0 feito pelo garoto que pinta como grande jogador.

Três vira, seis acaba? Gols aos 24, 34 e 44 minutos…

Os vermelhos foram corados, de vergonha, para o intervalo.

E voltaram grogues.

A ponto de terem visto o City criar três grandes chances para marcar o quarto gol nos primeiros cinco minutos do segundo tempo e Mané se atrapalhar com a bola na cara de Ederson aos 54'.

Se o 3 a 0 pouco espelhou a primeira etapa, na segunda ensaiava-se um massacre.

Elegantemente, porém, o time azul que havia feito o corredor de honra para aplaudir os campeões na entrada em campo, deu uma tirada de pé.

Não sem desistir de aumentar o placar e De Bruyne deu com açúcar para Sterling fazer 4 a 0 e não permitir discussão se 3 a 0 é goleada.

O gol foi considerado como contra, de Chamberlain porque a bola chutada por Sterling, iria para fora.

Porque 4 a 0 é!

O brilhante narrador da ESPN, Paulo Andrade, justificava o vexame com o argumento da ressaca pela festa dos 30 anos sem título dos Reds.

Ele jamais dará a mão à palmatória a este blogueiro sobre a superioridade de Pep Guardiola em relação ao genial Jürgen Klopp.

Faixas carimbadas em grande estilo, com direito a humilhação, ao torcedor do Liverpool sempre restará o velho chavão: quero que minhas faixas sejam carimbadas todos os anos.

Mas, eis o terceiro mas, não precisava exagerar…

Corredor de honra o City fez. Gol de honra não permitiu.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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