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Flamengo fez 2 a 0, mas poderia ter feito 6

Juca Kfouri

01/07/2020 23h24

Faltou o Gabigol, com desconforto muscular.

E embora não tenha faltado o amplo domínio rubro-negro durante todo o primeiro tempo no Maracanã diante do Boavista, faltava o gol até os 35 minutos de jogo.

Mas, se não tem Gabigol, teve Pedro.

Antes, Bruno Henrique, o próprio Pedro, e Everton Ribeiro, quase abriram o marcador, ainda antes do 10° minuto, tamanha a capacidade de envolver o adversário do campeão continental.

Então, aos 35 minutos, Rafinha cruzou da direita, Arrascaeta ajeitou no meio da área e Gerson desviou de cabeça para Pedro fazer 1 a 0.

Era pouco, mas estava bom.

Porque se é difícil imaginar um rival para o Flamengo no país, no Rio é que não tem mesmo.

Se a volta do futebol para valer no mundo só aconteceu com o retorno de Lionel Messi, no Brasil dependia de poder ver o Flamengo, o que não aconteceu na vitória sobre o Bangu.

Independentemente da irresponsabilidade, sempre é bom registrar.

Com mais de dois milhões de telespectadores pela Fla TV no YouTube, o segundo tempo começou com Michael no lugar de Everton Ribeiro.

Logo aos 6', depois de duas chances claras de gol proporcionadas por Michael, que Pedro perdeu por meio segundo, e em cabeçada de Léo Pereira, neutralizada pelo goleiro, Gerson fez um golaço de fora da área, no ângulo, indefensável: 2 a 0.

Vitinho e Diego foram para o jogo, aos 15', nos lugares de Pedro e Gerson, com a parte deles estampada no placar.

O terceiro gol era uma questão de tempo, tão fácil estava o jogo de gato e rato.

Aos 28', Michael perdeu gol feito e, no minuto seguinte, foi a vez de Vitinho desperdiçar chance imperdível.

Então, De Arrascaeta saiu e Pedro Rocha entrou, aos 30'.

Faltava ainda uma troca e Jorge Jesus logo lançou mão dela ao tirar Willian Arão e botar Thiago Maia.

Por preciosismo, o terceiro gol não saiu depois de belo voleio de Michael e excesso de zelo de Felipe Luís no rebote do goleiro, aos 34'.

Para se ver estava agradabilíssimo, mas certamente amanhã JJ reclamará das oportunidades perdidas, embora o Flamengo não tenha corrido risco algum e Diego Alves nem tenha precisado tomar banho após o jogo.

Michael e Bruno Henrique ainda perderam mais dois gols que avó deles faria e o Flamengo está classificado para as semifinais da Taça Rio.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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