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O tabu do Mineirão sobrevive nos pés de Natal & Cia

Juca Kfouri

08/04/2020 00h00

POR JUCA KFOURI*

O Mineirão foi inaugurado em setembro de 1965 e significou a maturidade do futebol mineiro, capaz, daí por diante, de encarar em pé de igualdade os times do eixo Rio-São Paulo – tanto que, em 1966, o Cruzeiro derrotou o Santos de Pelé e conquistou a Taça Brasil.

Mas havia um problema com o novo estádio.

Um problema grave para a massa atleticana.

O Galo não conseguia ganhar do Cruzeiro no novo palco, e só o adversário tinha sido campeão estadual na era do Mineirão.

Aliás, bicampeão.

Porém, numa tarde chuvosa de 11 de novembro de 1967, tudo indicava que a história iria mudar.

O Galo abriria uma vantagem de cinco pontos sobre o rival, mas perdera quatro desses pontos para o Uberaba e o Uberlândia nas duas partidas imediatamente anteriores ao clássico, que levou 90 mil pessoas ao estádio, ainda reluzente de novo.

Aos 21 minutos do primeiro tempo, Lacy fez 1 a 0 para o Galo, e o Mineirão quase foi abaixo.

Aos 25, o zagueiro cruzeirense Procópio foi expulso de campo.

Aos 39, Ronaldo ampliou para o Atlético, e o Mineirão foi abaixo.

Em clima de festa, começou o segundo tempo, e, logo aos cinco minutos, Tostão, o maior craque de um Cruzeiro cheio de craques, se machucou e saiu de campo, substituído por Zé Carlos.

*Extraído do livro "Meninos, eu vi" de Juca Kfouri, pelas editoras DBA/Lance!.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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