O Brasil sem líderes
Se no futebol a liderança do Flamengo vinha sendo indiscutível, na política a situação só se agrava.
O presidente da República perdeu tanto nos últimos dias que se vê obrigado a recorrer ao Centrão e passa a ser defendido pelo que há de mais corrupto no país.
Abandonado por ex-fiéis apoiadores, pede socorro para Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto.

Foram-se Henrique Mandetta, que desmontou o SUS, o justiceiro traiçoeiro Sergio Moro, a rainha das notícias falsas Joice Hasselmann, o deputado-pornô Frota, a enlouquecida Janaína Paschoal e o pato Paulo Skaff acaba de ser denunciado por receber 5 milhões de reais em propinas na campanha de 2014.

Sobrou, da base fanática mais antiga, a magoada Carla Zambelli, aquela deputada que denunciou uma filha de Lula como sócia da Havan.
Como sobraram, é claro, os milicianos, os terraplanistas, o astrólogo e os ministros da deseducação, dos direitos desumanos, das relações extemporâneas e da poluição ambiental.
Além do Xuxu, do Laranja e do Bananinha, e do 04 comedor.
Daí, os governadores que se elegeram na onda bolsonarista, como os de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, não têm autoridade para manter o isolamento social e o número de mortes pela pandemia só aumenta, ainda longe do pico.
E esse é o fato mais grave.
Uma crise na saúde pública sem precedentes, conjugada com a crise política e econômica que, diga-se, já vinha de longe, não é fruto da Covid-19, embora houvesse a promessa de que o impeachment de Dilma Rousseff a resolveria.
Estamos lascados.
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