Morre o Lorde Nirlando Beirão
Pense em alguém bonito, charmoso, de texto magistral, encantador.
Pensou?
Pois então você pensou em Nirlando Beirão.

Pergunte o que ele não fez numa redação de revista ou de jornal.
A resposta será, fez tudo.
De Caras à CartaCapital.
Passando por Veja e por Playboy, pelo Jornal da Tarde e Estadão, sempre com a marca Nirlando Beirão de qualidade.
Torcedor do Galo e do Timão, sobre o qual escreveu, com Washington Olivetto, o delicioso livro " Corinthians, É Preto no Branco", cabendo ao publicitário o devaneio e a ele botar a bola no chão, com a maestria de Sócrates e Rivellino.
Batalhava contra uma doença degenerativa há quatro anos e conseguiu deixar um livraço como testemunho, "Meus Começos e Meu Fim".
Gostaria de escrever que alguém como ele não tem fim, mas a tristeza, ao perdê-lo, aos 71 anos, impede.
E sou capaz de ouvi-lo dizer com delicadeza: "Pare por aqui", está ficando piegas.
Uma desgraça.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











