Governo e CBF perto da volta do futebol
CBF e governo federal, via ministério da Saúde (novamente alinhado ao bolsonarismo), estão em lua de mel.

A volta do futebol -o quanto antes- é conveniente aos dois.
A confederação, as federações e os clubes precisam da bola rolando para receber o dinheiro congelado de patrocinadores e grupos de mídia.
Ao bolsonarismo, o retorno do futebol é um grande trunfo diante da opinião pública.
Ver jogos ao vivo, ainda que pela TV, transmite uma sensação de normalidade à população, que está à deriva.
Em cascata, pressiona o fim do isolamento e das medidas emergenciais de saúde, com as quais Bolsonaro e seus lunáticos insistem em brigar diariamente.
O ministério da Saúde gostou do protocolo enviado pela CBF e deve aprová-lo em breve.
Será a primeira pressão pública nos governos estaduais para liberarem os jogos de futebol em suas regiões.
A CBF já avisou que quer a retomada do futebol no dia 17 de maio.
Primeiro com os estaduais, depois, o Brasileirão.
Clubes voltariam a treinar a partir da semana que vem — o segundo ataque contra os governos estaduais, que terão a missão de conter a ansiedade de uma parcela do povo pregando a volta à vida normal.
Ou vão confrontar clubes grandes e aqueles que os seguirem?
O apito inicial, quando acontecer, também se mostra interessante aos grupos de mídia, com recebíveis pendentes de patrocinadores e sem reality show para segurar a audiência.
O jogo já começou. O bolsonarismo está com a bola.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











