Memórias do cárcere
Por ROBERTO VIEIRA
Março de 2020.
Não tem jeito.
Quem é Rei nunca perde a liberdade.
Paraguai.
Ronaldinho domina a pelota cercado de fãs.
Guardas.
Detentos.
Ronaldinho comanda a pelada.
A liberdade só não é total pois não pode fazer gol.
Ronaldinho sorri, capricha no malabarismo e vai levando.
Março de 1942.
Leônidas da Silva tira fotos com os soldados.
Dá autógrafos.
É aplaudido pelo comandante do Regimento Sampaio.
O Flamengo se morde de ciúmes.
Getúlio observa na malícia de costume.
O artilheiro fotografa ao lado de uma bateria antiaérea.
Na despedida?
O oficial de plantão cruza.
Leônidas curado dos meniscos salta.
E manda a justiça militar de bicicleta às cucuias.
Ronaldinho e Leônidas.
Passaporte e certificado militar falsificados.
Memórias do cárcere.
Ídolos dentro e fora das grades…
Em tempo.
Pelé foi Rei do outro lado.
Jogando na seleção militar.
Pelé que achou melhor ser Elvis Presley.
Até porque senão ia em cana também…



Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










