Inter joga para golear e ganha “só” de 3 a 0
Beira-Rio lotado, Inter no ataque, Universidade Católica errando saída de bola em cima de saída de bola e o Colorado criando, por baixo, cinco claríssimas chances de gol.
Placar moral do primeiro tempo: 3 a 0.
Placar real: 0 a 0.
O que Eduardo Coudet poderia fazer?
Entrar em campo e mostrar para Marcos Guilherme como se faz o gol que ele perdeu?
Dar um soco no zagueiro chileno que salvou na linha fatal a bola de Thiago Galhardo que ia entrando?
Trazer a trave um pouco mais para a esquerda, ou para a direita, para a rede agasalhar as bolas chutadas por Guerrero que passaram raspando?
Restava pedir tranquilidade na hora de finalizar.

Porque Coudet cumpria fielmente a promessa de mostrar um Colorado mais ofensivo contra a Católica bicampeã chilena e atual líder do campeonato nacional.

Tivesse mais tranquilidade, Edenilson, por exemplo, já aos 47 minutos teria aproveitado o presente que o goleiro chileno lhe deu ao errar mais uma saída de bola, mas ele a jogou nas nuvens.
Ou se, aos 50', Guerrero não tivesse matado mal a bola na cara do gol.
Ou se, aos 52', Galhardo não tivesse errado o voleio.

Bem, que o gol sairia mais cedo ou mais tarde era inevitável.
Restava saber quando, porque já estava, moralmente, 6 a 0.
Aos 59' a defesa veio ajudar a perder gols, com a contribuição de Rodinei.
I N C R Í V E L!
Mas, dois minutos depois, a bola que não iria entrar, entrou.
Guerrero bateu falta, o zagueirão desviou e matou o goleiro: 1 a 0!

Porteira aberta, enfim, um novo erro de saída de bola chilena teve o castigo que merecia já fazia tempo e Guerrero não perdoou: 2 a 0.
Poderia estar 8, mas 2 estava bem, pelo desempenho.
Aos 71', linha de passe na área chilena, de Edenilson para Guerrero, de Guerrero para Marcos Guilherme e de Marco Guilherme para a rede: 3 a 1.
Foi assim, na base do toco e vou que o Inter armou belo ataque e Galhardo causou a expulsão de Huerta, que fez a falta para evitar o quarto gol.
Um era pouco, dois estava bom e três não foi demais.
Até nove cabia!
E ainda teve um pênalti nos acréscimos, em Edenilson que jogou muito, não marcado pelo assoprador de apito.
Teve pena?
Quase 36 mil colorados ainda puderam ver como é promissor o garoto Praxedes e como não pode esperar muito deGustagol.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










