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Blog do Juca Kfouri

Inter joga para golear e ganha “só” de 3 a 0

Juca Kfouri

03/03/2020 21h09

Beira-Rio lotado, Inter no ataque, Universidade Católica errando saída de bola em cima de saída de bola e o Colorado criando, por baixo, cinco claríssimas chances de gol.

Placar moral do primeiro tempo: 3 a 0.

Placar real: 0 a 0.

O que Eduardo Coudet poderia fazer?

Entrar em campo e mostrar para Marcos Guilherme como se faz o gol que ele perdeu?

Dar um soco no zagueiro chileno que salvou na linha fatal a bola de Thiago Galhardo que ia entrando?

Trazer a trave um pouco mais para a esquerda, ou para a direita, para a rede agasalhar as bolas chutadas por Guerrero que passaram raspando?

Restava pedir tranquilidade na hora de finalizar.

Porque Coudet cumpria fielmente a promessa de mostrar um Colorado mais ofensivo contra a Católica bicampeã chilena e atual líder do campeonato nacional.

Tivesse mais tranquilidade, Edenilson, por exemplo, já aos 47 minutos teria aproveitado o presente que o goleiro chileno lhe deu ao errar mais uma saída de bola, mas ele a jogou nas nuvens.

Ou se, aos 50', Guerrero não tivesse matado mal a bola na cara do gol.

Ou se, aos 52', Galhardo não tivesse errado o voleio.

Bem, que o gol sairia mais cedo ou mais tarde era inevitável.

Restava saber quando, porque já estava, moralmente, 6 a 0.

Aos 59' a defesa veio ajudar a perder gols, com a contribuição de Rodinei.

I N C R Í V E L!

Mas, dois minutos depois, a bola que não iria entrar, entrou.

Guerrero bateu falta, o zagueirão desviou e matou o goleiro: 1 a 0!

Porteira aberta, enfim, um novo erro de saída de bola chilena teve o castigo que merecia já fazia tempo e Guerrero não perdoou: 2 a 0.

Poderia estar 8, mas 2 estava bem, pelo desempenho.

Aos 71', linha de passe na área chilena, de Edenilson para Guerrero, de Guerrero para Marcos Guilherme e de Marco Guilherme para a rede: 3 a 1.

Foi assim, na base do toco e vou que o Inter armou belo ataque e Galhardo causou a expulsão de Huerta, que fez a falta para evitar o quarto gol.

Um era pouco, dois estava bom e três não foi demais.

Até nove cabia!

E ainda teve um pênalti nos acréscimos, em Edenilson que jogou muito, não marcado pelo assoprador de apito.

Teve pena?

Quase 36 mil colorados ainda puderam ver como é promissor o garoto Praxedes e como não pode esperar muito deGustagol.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/