Flamengo para rico
Um habito que mantenho há anos é o de ler comentários dos leitores dos jornais impressos.
Porque selecionados por um editor, barreira para a esgotosfera.
E foi em "O Globo" de hoje que colhi a joia que segue:
"No pequeno estádio em que transformaram o lendário e colossal Maracanã, observam-se agora mutações na composição social dos torcedores presentes.
O elevado preço dos ingressos excluiu de suas dependências uma parcela considerável de seus antigos e fiéis ocupantes, por insuficiência de renda para suportar os salgados valores cobrados.
O público afrodescendente visivelmente diminuiu e, talvez por isso, os dirigentes do Flamengo foram influenciados pelos novos tempos, e o time, ao ingressar no campo de jogo, conduz sempre crianças brancas.
Na partida contra o Barcelona do Equador, na quarta-feira passada, pela Copa Libertadores, não havia sequer representação da raça negra.
Como torcedor e sócio, gostaria que houvesse miscigenação compatível com a formação étnica brasileira".
WALDEMIR MESSIAS DE ARAUJO, Rio de Janeiro
De fato, para um time que tem Gerson, Bruno Henrique e Gabigol, trio digno de estar em qualquer equipe do mundo, pega mal, digo eu.

A julgar pela foto, que não é a do jogo mencionado, a proporção nada tem a ver com a população brasileira.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










