Adeus, Jair
Por ROBERTO VIEIRA
Ele tinha sonhos em 1959.
Muitos sonhos.
Ia casar.
O Fluminense era o campeão carioca.
Ele e Altair ergueram o troféu de campeões.
Na antiga TV Tupi.
Em 1962 foi campeão do mundo.
Barrou De Sordi.
Só não barrou Djalma pois este era divino.
Ele e Altair eram felizes sendo reservas dos Santos.
Portuguesa.
Timão.
Alianza.
Esquecimento.
O pé das laranjeiras distante.
AVC.
Jair Marinnho foi para a eternidade encontrar seu amigo Altair.
Zezé.
Telê.
Pinheiro.
As antigas bolas de couro e sonho.

Sobre o Autor
Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/
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