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Tiago Nunes bate de frente com a realidade corintiana

Juca Kfouri

27/02/2020 13h23

Na entrevista que deu após o empate do Corinthians com o Santo André, repita-se, um bom resultado, pelas circunstâncias, Tiago Nunes deu entrevista ponderada em que pareceu consciente dos desafios postos a quem assume o Alvinegro.

Pediu até desculpas por Yony González.

O xis do problema está em erros ja cometidos que dificilmente poderão ser corrigidos.

A começar pela maneira como dispensou Ralf, ídolo da Fiel, único remanescente, ao lado de Cássio, do título mundial de 2012.

A cobrança viria a qualquer hora e veio mais cedo do esperado.

A continuar pela contratação de Luan, aposta perdida por Renato Portaluppi e que Nunes, arrogantemente, achou que poderia ganhar.

Ao fazer de Pedro Henrique, Camacho e Sidcley seus titulares, todos eles com passagem sem brilho pelo próprio Corinthians, deu mais um passo arriscado.

Não entendeu que entre se dar bem no Athletico e no Corinthians vai uma diferença ponderável.

Poderia ter evitado tudo isso se tivesse assumido o time assim que o Athletico o dispensou, mas preferiu tirar férias, sem botar o pé na lama, noutra atitude de excesso de confiança, de quem não sabia exatamente o tamanho da missão a ser assumida.

Se não bastasse, instituiu um regulamento interno desses típicos de escolinhas pré-maternais, ofensivo aos atletas.

Os resultados estão aí.

Nunes já é chamado pela Fiel de Péricles Chamusca, de Milton Mendes, de nomes de treinadores que fizeram um brilhareco um dia e nunca mais.

Que ele tenha tempo suficiente para mostrar seu trabalho, que possa mostrar quão precipitadas são as críticas, que "cale os críticos".

Mas que reveja seus métodos, mantenha a humildade da entrevista e seja seguro ao implantar o modelo de jogo que deseja para o time.

Porque o modelo está certo, errado está o método.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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