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Mais uma vez Flamengo!

Juca Kfouri

26/02/2020 23h23

O Flamengo acaba de ganhar sua primeira Recopa Sul-Americana.

Sem Rodrigo Caio e, sobretudo, sem Bruno Henrique, o melhor jogador brasileiro na atualidade, o que vale o quanto pesa.

O Maracanã estava tão bonito ou mais que a Sapucaí e a Quarta-Feira de Cinzas nada tinha de cinza, mas só de preto e vermelho.

Uma Quarta-Feira Rubro-Negra como têm sido todos os dias desde a conquista da Libertadores e do Brasileirão em novembro passado.

Os sábados, os domingos, de 24 em 24 horas a era é do Clube de Regatas do Flamengo, é nada indica que daqui para frente o ano de 2020 será diferente.

Claro, faltam a Copa do Brasil pela quarta vez, o Brasileirão pela oitava, a Libertadores pela terceira e o Mundial pela segunda.

Mas quem disser que é impossível corre o risco de ver Gabigol e companhia mostrar o contrário.

Afinal, a temporada só está começando e Jorge Jesus quer mostrar ao planeta que um time brasileiro pode, sim, pode voltar a dominá-lo.

Hoje foi assim diante do valente Independiente Del Valle, que veio ao Maracanã para evitar a primeira conquista internacional do Flamengo em casa.

E com drama!

Porque o jogo era equilibrado, com o Flamengo criando mais, mas com o Del Valle corajoso, quando um dois vacilos seguidos da zaga equatoriana proporcionaram um gol fácil para o Gabigol, como sempre bem colocado, aos 19 minutos.

Era a senha para o Flamengo pintar e bordar.

Era!

Porque, quatro minutos depois, Wilian Arão foi imprudente e corretamente expulso.

Jorge Jesus teve de sacar Pedro que jogava bem para Thiago Maia recompor o meio de defesa.

A bola passou a ficar mais com os adversários, embora sem levar perigo, coisa que Gabigol conseguiu pelo menos mais uma vez.

O segundo tempo reservava tensão.

E aos 55', Diego Alves, com o pé, evitou o empate cara a cara.

Mas Gabigol foi à linha de fundo, aos 62', cruzou, a zaga desviou nos pés de Gerson que teve frieza para ampliar: 2 a 0!

Mão na taça!

No peito, na raça e na bola, mesmo depois de ser tão prejudicado em Quito.

E sem Bruno Henrique!

Alguma dúvida? Alguma contestação?

Vitinho no jogo, Arrascaeta fora, esfalfado.

Michael também, no lugar de Everton Ribeiro, diante de 69.986 torcedores.

O rival também ficou com dez e Michael tocou para Gabigol, que serviu Vitinho, que deu para Gerson fazer 3 a 0 e mostrar que a melhor linha acima e abaixo do Equador é mesmo a do Mengão.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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