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Corinthians duro (de ver), em água mole, bate pouco, não fura e perde!

Juca Kfouri

22/02/2020 16h51

O Água Santa tem sido uma bênção para seus adversários, com quatro derrotas e apenas um empate em sete jogos.

Na primeira rodada foi presa fácil do São Paulo, no Morumbi, 2 a 0.

Na sétima, também mais parecia água benta para o Corinthians.

Apesar de, bem ao estilo de seu técnico Pintado, abusar das faltas, o time de Diadema só agride as pernas dos adversários, 12 faltas contra três no primeiro tempo, além de de dois cartões amarelos.

Logo aos 8 minutos Fagner cruzou rasteiro, Vagner Love errou o domínio, mas ainda assim teve tempo de girar e fazer o gol, diante de apenas 3.058 torcedores e viva o profissionalismo!

Nem por isso o Corinthians agradou na estreia de Yony González, que quase não pego7 na bola, ao fazer 45 minutos iniciais burocráticos.

Se não bastasse, conseguiu sofrer um gol aos 31', de Luan Dias (foto), no primeiro ataque do frágil adversário, com sua defesa olhando.

Luan desapareceu novamente e Love já está com a faísca retardada, facilmente desarmado por qualquer adversário mais esperto.

Sabe aquela intensidade que caracterizava o Athletico de Thiago Nunes?

Não se vê nem sombra dela e olhe que a temperatura em Diadema estava em apenas 18º.

Aquilo de sempre: para quem acompanhava, ao mesmo tempo, o jogo da Premier League entre Leicester e Manchester City, apesar do 0 a 0, parecia ver outro esporte.

Love nem voltou para o segundo tempo, trocado por Everaldo.

Em Leicester, Gabriel Jesus saiu do banco para, aos 80', fazer 1 a 0 para o City, décimo gol dele no Campeonato Inglês, apesar de não ser titular, seis gols a menos que o titular Agüero, vice-artilheiro, um atrás de Vardy, do Leicester, com 17 gols.

O City, vice-líder, livrou sete pontos do rival e ficou a estonteantes 19 do Liverpool, que ainda jogará na segunda-feira.

Em Diadema o Água Santa seguia insistindo nas faltas.

De cabeça, aos 9', Gil quase desempatou.

Yony González seguia desaparecido e a Fiel clamava por Pedrinho, no banco, aos 15'.

Thiago Nunes atendeu aos apelos aos 18' e tirou Yony González.

O jogo era duro. De ver.

Mateus Vital no lugar de da cigarra Luan, aos 32'.

Aos 34', Camacho foi bem expulso e o Corinthians seguia em segundo lugar no seu grupo, sob risco de ser ultrapassado amanhã pelo Bragantino, embora o jogo seja contra o Santo André e em Santo André.

Pior, aos 46', Robinho (foto) fez 2 a 1, no segundo chute ao gol do Água Santa, gol irregular porque a bola tocou no braço do atacante.

Enfim, uma campanha abaixo do medíocre do Corinthians, oito pontos em sete jogos.

63% de posse de bola, 19 chutes a gol e quase nada e no primeiro jogo contra o Água Santa. E depois de uma semana de treinos!

Um horror!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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