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Corinthians até joga bem, mas cai de novo

Juca Kfouri

12/02/2020 23h27

Pilhado até em excesso, o Corinthians fez o placar de que precisava em meia hora de jogo.

Luan, aos dez minutos , como se ainda fosse o Rei da América, e Boselli, aos 30', ao receber de Vagner Love.

Sim, Vagner Love estava no jogo, como Sidcley e Pedrinho.

Quer dizer, Pedrinho não estava mais porque, aos 28', levou o segundo amarelo e foi expulso, porque deu bicicleta no rosto do rival.

Antes tinha dado uma solada num jogador do Guaraní, aos 2', assim como Cantillo (10') e Camacho (14') também foram amarelados antes dos primeiros 15 minutos de jogo.

Era vontade demais, no embalo da Fiel, jogo mais na garra que na técnica e pelo menos duas boas chances paraguaias.

Aos 40', Fagner ainda carimbou o travessão em cobrança de falta pela esquerda.

Nove minutos depois, Love cabeceou à queima-roupa para milagre do goleiro.

O Corinthians tinha o segundo tempo inteiro para evitar o gol que levaria o Guaraní a enfrentar o chileno Palestino, já na quarta-feira que vem, em Santiago.

Com um a menos, lembremos.

Curiosamente, porém, o Corinthians criou ainda mais com dez que com 11.

Os guaranis vieram para o segundo tempo com mais gente no ataque e, no Corinthians, Sidcley não ganhava um duelo.

Lucas Piton estava no banco.

Quantas besteiras Sidcley teria de fazer para ser substituído?

Aos 51', falta para o Guaraní quase na linha da área e gol paraguaio!

Fernández! Cássio falhou…

O Guaraní se classificava.

Sem sofrer não tem graça?

Pedro Henrique, enfim, fazia um bom jogo.

Aos 62', Piton entrou, enfim, no lugar de Sidcley.

No minuto seguinte, falta para o Corinthians, em situação semelhante à do gol paraguaio, e Luan bateu rente à trave. Um pecado!

Como desespero pouco é bobagem, Gustagol no lugar de Love, aos 65'.

Na metade do tempo final o Alvinegro jogava bem.

Eram dez, mas pareciam 12 leões feridos.

Piton, em sete minutos, já fazia mais que Sidcley.

A Fiel empurrava o time que dava sinais de desgaste.

Que ironia: Pedrinho, de solução, virou vilão.

E tome cruzamento em busca da cabeça de Gustagol. Inúteis.

Vamos convir que um time que depende de Gustagol está em maus lençóis.

Aos 79', na pequena área, Boselli quase ampliou, mas não conseguiu matar a bola.

Camacho saiu e Janderson entrou aos 79'.

Aos 80', uma bola açucarada para Gustagol acabou perdida pelo poste por falta de domínio.

Três minutos depois, Luan perdeu bola fácil e Pedro Henrique salvou o empate.

Os paraguaios estavam muito mais inteiros fisicamente, por motivos óbvios.

Aos 85', o zagueiro Romaña também foi expulso.

Dez contra dez nos últimos prováveis dez minutos finais para o Corinthians evitar novo vexame na pré-Libertadores.

Aos 87', Fagner pôs no ângulo, mas o goleiro Sérvio salvou.

No minuto seguinte, cabeçada de Boselli rente à trave. Que coisa!

O jogo iria mesmo aos 50 minutos.

Mas não adiantou nada, diante de 40 mil torcedores.

Resta ao Corinthians tentar ser tetracampeão paulista.

É pouco.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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