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Bragantino surpreende o Verdão em belo jogo

Juca Kfouri

02/02/2020 17h56

Quando terminou o primeiro tempo em Bragança a sensação que se tinha era a de que o Braga foi jogar e o Palmeiras passear.

O RB Bragantino jogou e o Palmeiras assistiu, talvez ao sentir os efeitos do começo da temporada, perna pesada, essas coisas.

Fato é que o time da casa pôs o Palmeiras na roda e saiu com apenas 1 a 0, gol de Uillian Correia, aos 34 minutos, porque falhou algumas vezes na última bola.

Num gramado perfeito (parabéns à FPF porque é regra no Paulistinha), os anfitriões deram show de bola, mesmo sem o ex-palmeirense Arthur, que seria uma das atrações, mas está machucado.

Em compensação, o ex-corintiano Claudinho engolia a bola.

Para o segundo tempo estava na cara que o homenageado Vanderlei Luxemburgo, de volta à cidade que o revelou em 1990 com o título estadual, poria Zé Rafael e Willian Bigode no jogo.

Porque o 1 a 0 estava muito barato e dava para virar.

Os dois entraram e Wesley e Gabriel Menino saíram.

Nem bem o segundo tempo começou e o também ex-goleiro corintiano Júlio César defendeu o que seria o empate, em chute de Luiz Adriano, depois de erro em saída de bola da defesa.

No contra-ataque, Zé Rafael fez pênalti em Edmar, que recebeu ótimo lançamento de Claudinho, e Ytalo fez 2 a 0, aos 4'.

O placar fazia justiça ao jogo e testaria a capacidade de reação do Verdão.

Mas o Palmeiras, enfim, jogava.

E pressionava o Braga, mais recuado, em busca de jogar nos contra-ataques.

Tinha sido bom o jogo no primeiro tempo do Bragantino e era bom no segundo, do Palmeiras.

Bolas zuniam rente às traves anfitriãs e só faltava o gol para botar fogo no jogo.

Mas, quando em vez, o Braga ameaçava.

Passada a metade da etapa final, Luxemburgo pôs Gustavo Scarpa, logo depois de Luiz Adriano deixar, de letra, Dudu na cara do gol e ele perder, de maneira simplesmente inacreditável. Saiu Victor Luis.

Aos 31', pênalti de Edmar em Willian Bigode, depois de bobeada do lateral, que deveria ter sido expulso e foi poupado pelo assoprador de apito.

Dudu bateu e diminuiu.

Pronto! Estava aberta a possibilidade do empate e o jogo pegava fogo.

A entrada de Scarpa dava resultado e o Palmeiras tinha o jogo nos pés.

Mas o tempo passava…

O Braga ia ganhando seu primeiro jogo no Paulistinha e o Palmeiras perdendo a invencibilidade, na quarta rodada.

Quatro minutos de acréscimos.

Mesmo que o Palmeiras perca, não há por que soar nenhuma corneta.

E perdeu. Basicamente pelo péssimo primeiro tempo.

E porque o Bragantino jogou demais no primeiro tempo.

Uma sucessão de escanteios não mexeu no placar, diante de 9.866 pagantes.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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