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A doida e injusta eliminação do Fortaleza

Juca Kfouri

27/02/2020 23h26

Responsável pela segunda maior média de público do Brasileirão passado, a torcida do Fortaleza deu novo show nesta noite no Castelão.

Em 2019 só ficou atrás do Flamengo ao fazer 32.999 torcedores em média, à frente do Corinthians, com 32.855.

Se no jogo de ida em Buenos Aires, 2.500 adeptos acompanharam o time, na capital cearense haveria de ter muito mais.

E hoje, para enfrentar o Rei de Copas, o argentino Independiente, o Fortaleza pôs mais de 52 mil, que viram o time mandar no primeiro tempo e fazer com Juninho, de pênalti sofrido por Osvaldo, aos 27 minutos, o 1 a 0 que empatou o confronto no placar agregado.

Júlio Caesar/O Povo

No primeiro tempo, teve a bola nos pés por 73% do tempo e poderia ter ido para o intervalo com vantagem maior, pois logo aos 5', David teve ótima chance, bem neutralizada pelo goleiro Martin Campaña.

Felipe Alves, arqueiro do Fortaleza, teve trabalho apenas uma vez, aos 44', em chute de fora da área e boa defesa.

No segundo tempo o time cearense precisava fazer pelo menos mais um gol e não poderia sofrer nenhum.

Eliminar o maior campeão da Libertadores, com sete taças, em sua estreia num torneio internacional, seria façanha histórica para o Fortaleza.

Osvaldo, que jogou com Rogério Ceni no São Paulo, e com ele foi campeão da Copa Sul-Americana, em 2012, barbarizava pela esquerda e, com cinco minutos do segundo tempo, quase ampliou por duas vezes.

Verdade que Felipe Alves teve de intervir outras três vezes em 15 minutos e o jogo ficou lá e cá.

Aos 66', David ia fazendo um gol de cinema ao se livrar de um zagueiro e do goleiro, mas apareceu um pé salvador quase na linha fatal.

Em seguida ele teve outra oportunidade e desperdiçou.

Faltavam 15 minutos e o segundo gol amadurecia.

Tinga já estava no jogo e Marlon entrou no lugar de Romarinho, extenuado.

E no primeiro toque na bola de Marlon, na entrada da área, o gol da classificação, aos 79', em passe de Gabriel Dias.

Rogério Ceni nasceu para ser tricolor.

O do Morumbi e o do Pici.

A torcida queria Wellington Paulista, mas ele pôs Marlon.

Os minutos finais foram daqueles de matar, com os argentinos ameaçando e os brasileiros perdendo o terceiro gol.

Wellington Paulista ainda entrou no lugar de Osvaldo, ovacionado, aos 89'.

Seis minutos de acréscimos!

E Bustos, que havia levado um baile de Osvaldo, quase sem ângulo, bateu cruzado, a bola desviou em Bruno Melo e castigou o Fortaleza: 2 a 1, aos 47'.

Bahia e Vasco seguem na Sula.

Fortaleza, Galo, Goiás e Fluminense ficaram na primeira rodada.

O Independiente não é o Independiente à toa.

Mas que injustiça!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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