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O Inter é pentacampeão da Copinha

Juca Kfouri

25/01/2020 12h45

Os paulistas vinham dominando a Copa São Paulo.

Quando ficaram 32 times, 14 eram paulistas.

Eram seis entre 16 nas oitavas de final.

Quatro nas quartas.

Já nas semifinais, os gaúchos dividiram a coisa, dois para cada lado.

E chegaram 100% à final.

Pela quinta vez em 51 torneios, nenhum time da sede na decisão.

Havia menos gente do que a Copinha merecia para ver o Grêmio criar bem mais que o Inter no primeiro tempo e desperdiçar pelo menos duas grandes chances de gol.

Mas o segundo começou com um bombardeio impressionante do Coloradinho, quatro vezes neutralizado em segundos eletrizantes pela zaga do Imortalzinho.

A resposta tricolor não tardou.

Numa sequência intensa de ataques comandados por Rildo e Elias, aos 7 minutos Fabrício foi ao fundo, cruzou, a bola desviou em Tiago e traiu o goleiro Emerson, que acabara de fazer milagre em cabeceio de Elias: Grêmio, 1 a 0.

Na comemoração, Alison subiu no alambrado do Pacaembu e levou o segundo amarelo.

A regra é burra.

Em seis minutos, com um a mais, o Inter empatou, em jogada de Matheus que Guilherme Pato completou para a rede.

O Inter tomou conta e o excelente Praxedes bateu falta no travessão.

Guerreiro, o Grêmio buscava contra-atacar e assim foi que Emerson novamente evitou gol de Elias, um perigo constante e melhor em campo.

O jogo estava sensacional!

Um Grenalzinho em grande estilo e disputado na bola, com o prejuízo da expulsão por uma regra estúpida.

No fim, o goleiro tricolor Adriel evitou a virada vermelha em arremate de Leonardo.

Cruel para o Grêmio, o árbitro deu cinco minutos de acréscimos e quem criou a melhor chance de gol foi Elias, ao dar com açúcar para Diego Rosa desperdiçar.

Tipo do jogo em que ambos merecem dividir a taça.

Mas vieram os pênaltis.

O menos injusto seria a vitória gremista e o título inédito.

Mas ao Inter também caberia bem o pentacampeonato da Copinha.

E foi o que aconteceu, por 3 a 1, com três bolas na trave do Inter.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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