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Corinthians arranca empate injusto em Mirassol

Juca Kfouri

26/01/2020 20h54

O Mirassol fez com o Corinthians o que todos os times que enfrentaram com o Athletico de Tiago Nunes tentaram fazer: marcar a saída de bola.

Os paranaenses tinham passe melhor e raramente se davam mal.

Os corintianos erravam demais e, mesmo saindo na frente logo aos 11 minutos, em ótima troca de bola entre vários jogadores, culminando com lindo passe de Boselli para Ramiro fazer 1 a 0, a cada erro o Mirassol criava chances de gol.

Foram quatro na primeira meia hora de jogo, em estádio lotado e com bom gramado em Mirassol.

Victor Cantillo seguiu fora e o passe alvinegro estava um horror, principalmente com Pedro Henrique.

Ir para o intervalo com a vantagem não era justo para os anfitriões.

Tiago Nunes conversou tanto com o time que o Alvinegro demorou 18 minutos no vestiário.

Quando o jogo chegava, sem nada digno de nota, aos 20 minutos, o Corinthians trocou Janderson por Davó e viu Cássio desviar com olhos uma bola que foi contra seu travessão.

Três minutos depois, um desvio de Cássio evitou o empate.

Boselli saiu e entrou Gustagol para tentar aumentar a injustiça.

Aos 27', CÁSSIOOOOO!!!, fez milagre em cabeçada.

Aos 30', enfim, também de cabeça, Camilo empatou: 1 a 1.

Ainda não era justo, mas havia tempo para a virada…

Fisicamente mais pronto, o Mirassol amassava o visitante sem talentos para fazer o que quer, com razão, seu treinador.

Mas que, talvez, tenha de se adaptar às carências do time, a menos que as entradas de Cantillo e Pedrinho melhorem bastante a situação, o que é improvável.

E Luan?

Minguante…

Saiu aos 44', trocado por Mateus Vital.

Aos 46', CÁSSIOOOO!!!, evitou a virada, no cantinho. Que coisa!

11.951 torcedores, no estádio em que cabem 15 mil, constataram que a estreia corintiana contra o Botafogo ficou longe de ser repetida.

Em nove jogos, cinco vitórias do Corinthians e quatro empates com o Mirassol.

Tempo, tempo, tempo…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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