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Corinthians agrada como há tempos não fazia

Juca Kfouri

23/01/2020 23h22

O Corinthians fez seu terceiro bom primeiro tempo na temporada.

Contra o New York City valeu pouco.

Contra o Atlético Nacional já foi animador, embora tenha perdido muitos gols e acabado por perder o jogo no segundo tempo, já sem todos os titulares.

Agora há pouco repetiu promissores 45 minutos iniciais contra o Botafogo, na Arena Corinthians.

Fez 1 a 0 com Boselli logo aos 11 minutos depois de já ter criado diversas chances de gol.

E seguiu em busca de mais gols, embora pecando no último passe ou nas finalizações.

Mas bem compactado, e explorando as laterais com Lucas Piton e Fagner, não deixou o Botinha jogar, ao marcar sob pressão constante bem como quer o técnico Tiago Nunes.

Tudo isso sem Victor Cantillo, essencial para qualificar o passe no meio de campo, ainda não regularizado, sem Pedrinho, no pré-olímpico, e com Luan discreto.

Boselli ter desencantado é bom sinal e se Janderson for capaz de caprichar mais nos passes e aprender a finalizar terá futuro.

Cássio só apareceu nos acréscimos, ao salvar o empate em bola desviada em Ramiro depois de cobrança de escanteio.

Um amigo do blog, narrador dos bons, cravou: "Atacamos mais no primeiro tempo do que em todo o campeonato passado".

Mas faltava o segundo tempo.

Logo aos 8 minutos, em rebote de bola na trave chutada por Boselli, Janderson faria o gol e o zagueiro Reginaldo defendeu com a mão, fazendo pênalti e sendo expulso, para Luan ampliar: 2 a 0.

Se o Alvinegro já era francamente superior, contra dez, ficou bem mais fácil.

Aos 14', um golaço!

Em seis passes, o último de Richard para Boselli, o argentino fez 3 a 0.

"Desde o início dos anos 2000 não saía um gol assim", exagerou o amigo narrador.

Falando sério, fato é que havia tempo não se via um Corinthians tão vertical e agradável aos olhos.

Janderson saiu aos 22' para Mateus Vital jogar.

Aos 26', Gabriel no lugar de Richard, que foi bem.

Aos 32', Vagner Love substituiu Luan, muito aplaudido.

Aos 34', Cássio reapareceu no jogo, para defesa tranquila.

Mas, aos 36', um erro de passe fácil de Gabriel, em contra-ataque, Ronald diminuiu: 3 a 1.

O Botinha cutucou a onça com vara curta e Fagner cruzou na área para a zaga desviar e Boselli, meio sem querer, de coxa, fez seu triplete: 4 a 1, aos 38'.

A melhor noite da vida do gringo em Itaquera, diante de mais de 24 mil torcedores.

E nem foi a única boa notícia para a Fiel: o menino Piton é muito bom, Ramiro parece renascer e Camacho reapareceu com brilho.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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