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Santos massacra como se fosse o Liverpool

Juca Kfouri

08/12/2019 17h52

Seguindo à risca o que queria Jorge Sampaoli, o Santos, com a faca entre os dentes, encarou o Flamengo como se fosse uma decisão.

O Flamengo, respeitoso, estava com o que tinha de melhor, mas noutra rotação.

Resultado: o campeão brasileiro criou pouco, teve de se defender muito e foi para o intervalo perdendo por 2 a 0 do vice-campeão em bom jogo de futebol.

O primeiro gol santista teve a cara do time, com Soteldo aprontando pela esquerda depois de receber passe maravilhoso de Sánchez, bola em Marinho e míssel aleatório rente à trave, indefensável, aos 14 minutos.

O segundo foi um presente de Felipe Luís que o brilhante Carlos Sánchez não desperdiçou, aos 23'.

Neste ano de coincidências na vida rubro-negra, como ganhar a Libertadores em campo neutro como em 1981 e eventualmente ter o Liverpool pela frente na final do Mundial, mais uma: o último time brasileiro campeão do mundo, o Corinthians, despediu-se do Brasil com derrota para o São Paulo, por 3 a 1.

Além do mais, o torcedor inteligente quer que sempre lhe carimbem as faixas.

Grave é não ganhá-las.

Pois o Santos as carimbava com imenso prazer.

Faltava, no entanto, o segundo tempo e havia a dúvida se o Santos manteria o ritmo alucinante do primeiro.

O Flamengo voltou sem Bruno Henrique e com Vitinho no lugar dele.

E a partida mudou um pouco de feição, com os cariocas mais com a bola e os paulistas em busca de contra-atacar.

Se Jürgen Klopp pegar o jogo de hoje para estudar terá uma ideia errada do campeão da Libertadores.

Se Pep Guardiola pegá-lo, verá um Santos muito melhor que aquele goleado por seu Barcelona na final do Mundial de 2011.

Ao contrário, verá o belo gol de Sasha, aos 14', em mais outra jogada de Soteldo, para fazer o 3 a 0, como o Flamengo derrotou o Liverpool em 1981, em lance, é verdade, que nasceu de falta de Marinho em Felipe Luís, não assinalada.

Diego entrou aos 26', no lugar de Arrascaeta.

Até olé o Santos ensaiou.

Jorge Jesus perdeu duas vezes no comando do Flamengo, sempre fora de casa, para Bahia e Santos, por 3 a 0 e por 4 a 0.

Sim, porque, aos 39', em contra-ataque, Sánchez marcou mais um, para golear.

Aos 46', tanto Soteldo quanto Jorge atingiram as traves do Flamengo.

Foram embora 29 jogos de invencibilidade na temporada, computando os da Libertadores.

O Santos viveu uma tarde de gala.

O Flamengo de golos…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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