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Verdão arranca vitória do fundo d’alma

Juca Kfouri

06/11/2019 23h29

A chuva castigava o lastimável gramado de São Januário quando Fernando Prass, ídolo vascaíno, aos 11 minutos, começou um rápido contra-ataque palmeirense que, em quatro toques, deixou Lucas Lima em condições de fazer 1 a 0 e ele, mesmo aos trancos e barrancos, abriu o marcador, diante de apenas 8.249 pagantes.

O Palmeiras empurraria a vantagem com a barriga não fosse a infelicidade de Mayke que fez um inacreditável gol contra, aos 18'.

Daí para frente o que se viu foi um jogo até bem disputado para as condições do gramado, diferentemente do segundo tempo, já com Luiz Adriano no lugar de Deyverson, que tinha dado o passe final para Lucas Lima.

Ainda no primeiro tempo, o também ex-vascaíno Luan deu o segundo gol para Guarín, mas Prass evitou.

Dudu substituiu Willian e Raphael Veiga entrou no lugar de Lucas Lima.

O Palmeiras precisava da vitória e acertou a trave carioca aos 23'.

Para o Vasco o empate estava de bom tamanho, exceção feita ao fato que trabalhava para o rival Flamengo, com a perspectiva de aumentar para dez pontos a diferença entre ele e o Palmeiras.

Só dava o Alviverde, mais na vontade que na organização, num segundo tempo excessivamente truncado.

Molhada, a torcida cruz-maltina se irritava com a postura defensiva de seu time.

E o castigo veio aos 31', com gol na raça, e com falta, de Luiz Adriano: 2 a 1, entre as pernas do goleiro.

No palco em que comemorou o título de 2018, o Palmeiras mantinha o verde da esperança.

Luan se arrastava em campo como atacante, padecendo de câimbras na panturrilha, drama compensado pela expulsão de Leandro Castán, aos 39', por reclamação acintosa.

O assoprador de apito tinha atuação simplesmente lastimável do ponto de vista disciplinar, ao dar 12 cartões amarelos e um vermelho e, mesmo assim, não conseguir controlar os jogadores em campo, atrapalhado, é verdade, pelo VAR, como sempre, no Brasil, intervencionista em excesso.

Parecia jogo da Libertadores no que ele tem de pior.

Mas o Palmeiras ganhou mais uma vez, mesmo que sofrida e sofrivelmente.

Comparar com o Flamengo é até covardia.

Sábado tem Dérbi para Mano Menezes melhorar sua cotação.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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